Pastor Emilio, meu filho, que é Neto (eu que sou pai sou Filho), aniversaria neste 30 de julho. Nasceu em São Paulo, no Morumbi - território sampaulino - mas tem coração candango porque foi trazido ao DF (sem que fosse consultado) com 3 meses de vida. Claro que continua são-paulino e paulista, forever!
Mas, segundo ele mesmo, é mais brasiliense que a maioria dos que nasceram em Brasília (e hoje, por ser aniversário, não vou nem insistir que ele é "mesmo" é CANDANGO). A bela moça ai na foto com ele, ambos comendo catfish (nome chique para o velho bagre), a Anelise, brasiliense, casou-se com ele 6 anos atrás (aniversário de casamento em 01/08) e o acompanha nessa passagem pela America do Norte que já dura quatro anos e tem previsão de mais dois! Acho que eles têm uma sorte imensa de construirem esse pedacinho de sua história, lá lonjão, crescendo, a cada dia, um em direção ao outro. E ambos no rumo de Deus.
Parabéns cara, você faz muita falta, mas a certeza que você e a Ise são movidos (daqui pra ai e, na hora certa, dai pra cá) pela mão Divina nos conforta... Aí, ao norte do equador, acima do Rio Grande (e dos mexicanos) começa uma nova missão. E o preparo pessoal, de casal, acadêmico, intelecual (etc.UF) são,obviamente, parte do processo. Até aprender a cuidar da Sapecolina é parte!
Deus o abençoe e guarde, hoje e a cada dia de sua vida. A Deus, minha gratidão por ser parte de sua história...Abraço forte, com saudade gorda, precisando ser emagrecida por uma visita aqui, ou daqui pra ai! Nem que seja pra comer o catfish (juntos, claro).
Brasilia tem estado muito quente (e seca) em julho, exatamente a sensação inversa daquela sentida pelos "povos do sul" (do Brasil) nesta época do ano. Dei-me ao trabalho de consultar a enciclopédia em relação às estações do ano e revi o seguinte:
"Datas aproximadas do início das estações do ano nos hemisférios norte e sul: HEMISFÉRIO NORTE · dia 21 de dezembro - Início do Inverno · dia 21 de março - Início da Primavera · dia 21 de junho - Início do Verão · dia 23 de setembro - Início do Outono HEMISFÉRIO SUL · dia 21 de dezembro - Início do Verão · dia 21 de março - Início do Outono · dia 21 de junho - Início do Inverno · dia 23 de setembro - Início da Primavera"
Conclusão óbvia: o Distrito Federal, do Brasil, incrustado em Goiás e resvalando nas Minas Gerais, só pode ficar no HEMISFÉRIO NORTE.
Catarina e outros geógrafos precisam refazer o mapa do mundo para ajustá-lo à minha mais recente descoberta.
Pronto, nem 24 horas e já fui cobrado de qual é a minha interpretação do "Feitiço do Tempo"(post anterior). Vamos tentar: Tenho na memória, por ter ouvido dezenas de vezes quando era menino, pessoas mais velhas se valendo do chavão: "Se eu pudesse voltar a ter a sua idade, mas manter a minha experiência". Bem assim, relembro outros - com certa dose de arrogância - repetindo, como um mantra: "Não me arrependo de nada do que fiz na vida: se tivesse que voltar, faria tudo igual de novo". Esse segundo tipo, como um gesto de (falsa) humildade sempre foi capaz de emendar: "só me arrependo de coisas que não fiz". OK! O filme do dia da marmota, um conto de fadas moderno, traduz essa fantasia de se poder refazer a cena da vida já "experiente", ou já sabendo o que fazer quando surgir determinado problema ou questão. No filme, Phill leva repetidos "foras"da bela Rita, inclusive tapas, mas, a cada dia que se repete, tem a chance de aprender algo novo sobre ela: as poesias que gosta, seus sonhos de vida, seu drinque favorito, seu hábito de brindar sempre à paz mundial... Aprende a tocar piano, a falar Francês e a esculpir no gelo, tornando-se um parceiro perfeito por quem ela, inevitavelmente, se apaixona. Ah! Ele passa a percebê-la como "ideal" para ele, sem que ela precise do feitiço do tempo para se modificar. Em suma, é isso: o filme mostra uma fantasia bonita, porém impossível, que é a chance de se refazer um dia no mesmo dia. Refazer um tempo, no mesmo tempo... De verdade acho bonito recomeçar em outro tempo, outro ambiente, mesmo que se repitam os personagens e o tema. Se pudesse viver de novo faria muitas coisas de forma diferente do que desta (única) vez. Na vida real - que também pode ser poética - recomeçar, refazer, remontar, são verbos que se conjugam a partir de amadurecimento, perdão e muita, muita paixão. -+-
Hoje, sexta feira, graças à Sony TV, revi o "Feitiço do Tempo. No filme, o reporter Phill Collins, interpretado pelo caça-fantasma Bill Murray, vai parar em Punxsutawney, Pensilvânia, para cobrir o "dia da marmota" (groundog day, nome original do filme). Esse tal Dia da Marmota é uma festa de inverno tradicional na America do Norte (EUA e Canadá), celebrada no dia 2 de fevereiro e, pela tradição, as pessoas devem observar uma toca de marmota: se o bichinho deixar a toca (dia nublado), significa que o inverno terminará mais cedo, porém, caso o sol esteja brilhando e a marmota se assustar com a sua sombra voltando para a toca, o inverno durará mais seis semanas. Obelix diria que esses americanos são uns loucos!!!
Voltemos ao Phill (Bill) - não confundir com Kill Bill que é outro filme - que vive a experiência inusitada de aquele 2 de fevereiro se repetir indefinidamente, acontecendo sempre as mesmas coisas, a ponto de ele decorar minuto a minuto o que acontece e o que está por vir, sem que ninguém, além dele, se dê conta dessa repetição. Evidente que sua produtora é Andy MacDowell (vivendo Rita no filme), numa das fases mais lindas de sua vida (o filme é de 1993). O filme mexe com emoções, sintetiza poesia e arrogância, mistura ironia e solidariedade, transforma - dia a dia - a forma como Phill encara o mundo, as pessoas e a vida, passando de seu jeito molecão-amargo-arrogante para um cara maduro e gentil. No inicio, chega a tentar se matar, em cenas hilárias... depois começa a gostar da experiência e usa-a para melhorar como ser humano.
Se pesquisamos um pouco, descobrimos distintas interpretações do tema, desde afirmar que a película é a apologia do Espiritismo, em que cada dia que se repete representaria uma nova reencarnação, até quem veja ai uma denúncia contra a rotina e o sedentarismo da vida moderna, versus a necessidade de fazer coisas diferentes sempre, buscando novos ângulos de entendimento e apreciação da vida. Como tudo que se traduz em poesia e magia, como toda emoção ou nuvem no céu, a interpretação - a maneira de ver - muda de pessoa para pessoa, de quem está de bom humor para quem está amargo, de quem leu muito para quem lê o mínimo. Não importa: o melhor de tudo é gostar do filme, passar umas horas em Punxsutawney, Pensilvânia (Tenho certeza que meu filho Tercio, de mudança pra Pensilvania - e para estudar cinema - vai visitar o local) e deixar o coração decidir do que é que a gente gosta tanto nesse filme (já vi umas 8 vezes). -()-
O cineasta Raja Gosnell (o mesmo de Scooby Doo) vai dirigir SMURFS, o filme, misturando animação e ação ao vivo, estrelado pelos pequenos e simpáticos personagens azuis criados pelo cartunista belga Peyo. Já havíamos falado desses azuisinhos aqui (só clicar), em homenagem à filha Catarina (a Pit) que se mantém alucinada por eles.
O enredo dessa nova trama dos "Smurfs" ainda não é conhecida, mas a expectativa é que a história inclua personagens amados como Papai Smurf, Smurfette e o abominável vilão Gargamel. O filme tem previsão de lançamento em dezembro de 2010 nos formatos 3D e 2D.
Acho bom os irmãos, que estiverem morando nos Estados Unidos em dezembro do ano que vem, se prepararem para receber a Pit para a estréia do filme, certamente com ingressos previamente reservados para as 10 primeiras sessões... Com pipoca e coca-cola em quantidades proporcionais...
Cenas de ontem no oriente deste planetinha Terra: o poderoso Sol ali, onde sempre esteve; os povos de olhos puxados acolá, de frente para o astro-rei!
Entre eles (povos da Terra) e o Sol se interpõe a pequenina Lua e, como por magia, o Sol se esconde por trás dela... Esconde-se atrás de sua romântica modéstia.
Note que, se estivesse mais próxima ou mais distante, não se daria o evento: ela, a Lua, estava na posição exata para eclipsar o Sol.
Pelo menos duas lições:
I- não há grandeza física que não possa ser eclipsada por um pequenino astro; como nossos maiores sonhos podem desaparecer detrás de uma pequenina dor;
II- o fato de não vermos, ou não percebermos alguma coisa não significa que essa "coisa" não exista! Nosso alcance visual, fisico e espiritual, é que pode estar reduzido.
Nunca gostei da idéia de ter meus filhos longe de mim, nesse jeitão egoísta de ser pai que é marca registrada da maioria de quem conheço nesse mundão de Meu Deus. E quando o tempo insiste em passar nessa velocidade que a gente nunca acredita – e as inevitáveis separações se repetem – muitos de nós, taciturnos, ruminamos mágoas e saudades, como quem masca ignorante um chiclet amargo presenteado pelo lado negro da alma (como uma espécie de dark side da “Força” de Darth Vader). Tolos que somos! Falta-nos entender a real mecânica da vida, bem como o tamanho exato do papel atribuído a cada um de nós, mais insignificante do que sonhamos e mais importante do que percebemos. Aliás, até conseguimos, muitas vezes, racionalizar; mas quem há de limar o casco grosso das nossos sentimentos? Ou costurar o tecido frágil de nossas emoções?
Na minha juventude houve um período em que foi moda a leitura do poeta libanês-americano Kalil Gibran e jamais esqueci o prazer que tive ao ler sua obra mais famosa, “O Profeta”, por me apaixonar pela força de seus versos desde a primeira leitura: fortes e suaves, cruéis e poéticos, duros e amorosos.
Lembrei-me de Gibran quando, 4 anos atrás, meu primogênito e sua esposa foram para os EUA (como, aliás, fizera o próprio Gibran no início do século passado); lembro-me novamente, agora, com o segundo filho – o do meio – já de passagem marcada para também estudar na América. Fica a filha caçula por perto, pronta para voar, como as pombas de Raimundo Correa (escrevi sobre o tema, aqui).
O trecho em que "O Profeta" fala dos filhos, mesmo poético, soa cruel a nós, pais, que temos dificuldade de entender nosso papel; ou que, mesmo entendendo, não conseguimos – quase nunca – que o coração concorde. Veja o que diz o profeta dos versos de Gibran: “Vossos filhos não são vossos filhos. São os filhos e as filhas da ânsia da Vida por si mesma. Vêm através de vós, mas não de vós. E embora vivam convosco, não vos pertencem. Podeis outorgar-lhes vosso amor, mas não vossos pensamentos.Porque eles têm seus próprios pensamentos. Podeis abrigar seus corpos, mas não suas almas. Pois suas almas moram na mansão do amanhã, que vós não podeis visitar, nem mesmo em sonho.
Podeis esforçar-vos por ser como eles, mas não procureis fazê-los como vós. Porque a vida não anda para trás e não se demora com os dias passados. Vós sois os arcos dos quais vossos filhos são arremessados como flechas vivas. O Arqueiro mira o alvo na senda do infinito e vos estica com toda Sua força para que Suas flechas se projetem, rápidas e para longe. Que vosso encurvamento na mão do Arqueiro seja vossa alegria.Pois, assim como Ele ama a flecha que voa, também ama o arco que permanece estável.” -()-
O Candango foi um jipe produzido no Brasil pela Vemag, sob licença da fábrica alemã DKW, entre 1958 e 1963. Foram produzidas mais de 5.000 unidades e foi um "objeto de desejo" de, pelo menos, uma geração, numa era distante da fartura de opções que se dispõe hoje. Curioso que o nome DKW sempre foi pronunciado no Brasil como DECAVÊ. Quem, hoje, goza os paulistas que chamam BMW de BEMEVÊ, acaba se esquecendo dessa pronuncia do W como Vê (como falam os alemães: mesmo no sul do Brasil onde Wilson é Vilson - e não Uilson - pela influência germânica).
O inicio de produção do jipe coincide com a construção de Brasília, na qual os operários eram chamados exatamente CANDANGOS. A fabricante usou o nome em homenagem a esses trabalhadores, associando-os a Brasília e a Juscelino Kubitscheck que, além de construir a nova capital, é o padrinho da indústria automobilística no País.
Esse adjetivo vem de quimbundo kandangu, forma como os africanos designavam os portugueses. Na “evolução”, passou a designar o "trabalhador que veio de fora da região". Por isso, sou, de verdade, um candango nesta Brasília região.
Sábado, 11.07.2009: momentos atrás o Maracanã e uma rede nacional de TV (Globo) ligaram corações, mentes, olhos e ouvidos em Roberto Carlos que entrou em cena a bordo de um calhambeque e começou a desfilar seu tradicional (bota tradicional nisso) show de "emoções", com boas canções e não tao boas falas (mas, que importa?): 50 anos de carreira e o título de REI, o que, convenhamos, não é pouco.
Éramos meninos ainda quando Roberto começou a fazer sucesso contando a história de um velho Calhambeque e, em seguida, mandando todo mundo pro inferno. Vivíamos em Ipaussu (SP) nessa época, de forma que as "jovens tardes de domingo" da TV RECORD chegavam-nos apenas pelas ondas do rádio. Só tivemos TV em Ipaussu a partir de 1966 e, ainda assim, exclusivamente a TV Excelsior, já iniciando sua decadência. Essa TV não nos mostrava a Jovem Guarda, mas alguns de seus "expoentes" eram vistos por nós, lá no interior de São Paulo, em programas (pra usar um termo atual) "genéricos", comandados por Eduardo Araujo, ou "Os Incríveis". Roberto Carlos e sua jovem turma explodiam no Brasil - num movimento apelidado iéiéié - no vácuo do Rock'n Roll que já ganhara corações e mentes jovens em todo o universo e, naquele momento (respeitadas as limitações do rádio e da TV Excelsior) eram bem identificados em Elvis Presley, Bill Halley e Cometas, Little Richard e muitos outros que podem e merecem ser lembrados. Em meados dos anos 60 bandas como Beatles e Rolling Stones (ainda hoje rolling nas estradas) mudavam comportamentos, cabelos, roupas e padrões. Ocorre que, no Brasil, iniciava-se um movimento pela recuperação da chamada MPB - música popular brasileira, com destaque para o movimento chamado Bossa Nova, revalorização do samba, marchas e quetais. Além de Jobim, João Gilberto, Menescal, Vinicius e outros "Monstros Sagrados", um programa da mesma Excelsior ("Ensaio Geral") nos mostrava jovens promessas como Chico Buarque, Caetano e Bethania Veloso, Gil e muitos outros que se encontraram em seguida em festivais de MPB na Record.
Ante essa dualidade entre um movimento universal (rock'n roll) e um movimento nacionalista (MPB), ambos de boa qualidade musical, os moços se dividiam: uns odiavam Roberto e companhia bela; outros detestavam samba e bossa-nova. A "divisão" acabava refletindo um pouco a divisão ideológica de então: esquerda X direita, comunismo X capitalismo, reacionários X progressistas. Os que se imaginavam intelectuais, de esquerda, progressistas, em suma, "bons", aderiram ao lado nacionalista. E se proibiam de gostar de Roberto, Erasmo, Beatles e quem mais surgisse, misturando tolamente a arte e a política.
Ora, seria inconciliável ser comunista e gostar de canções de amor? Anos depois, vejo muitos desses fazendo um "mea culpa" e confessando que nas madrugadas amargas e sem testemunhas, se permitiam ouvir "essas canções". Entregavam-se às emoções de Roberto e demais românticos. Os "outros", que ficaram do lado do "Rock iéiéié" acabaram aprendendo a gostar de MPB, apesar de, nos últimos anos, aceitarem o canto livre de sertanejos urbanos, bregas rurais e funk mulher melancia... Mas olha o preconceito ai de novo!!! Cante quem quiser, goste quem quiser... A verdade é que, lá em Ipaussu, aderimos aos dois movimentos até porque gostávamos, mesmo, é de Tonico e Tinoco, a música "caipira", antes de virar a "sertaneja urbana" da moda...
De volta ao Maracanã: já não participando de uma "corrida", ou uma disputa, mas andando na velocidade que quiser, em raia própria, Roberto Carlos hoje é mais que um cantor e compositor: é um ícone, uma identidade de gerações, um símbolo de lutas e um repositório de emoções ( "são tantas emoções"). Não é unanimidade ("toda unanimidade é burra", nos ensinou Nelson Rodrigues), mas isso, de certa maneira, é um elogio! -
Esta foto, publicada hoje no UOL, mostra que a reunião de cúpula, juntando G5 e G8, em Áquila na Italia, no mínimo rendeu... essa saborosa foto. A berluscônica olhada de Obama na moça de saia vermelha (bonita, avaliando ex-post), rivaliza em graça com a expressão jocosa de Sarkosy que deve estar imaginando o tamanho da bronca reservada para o colega americano em seu retorno ao lar. Observe que a moça caminha em direção ao nosso Lula... O curioso fato trouxe-me à lembrança uma música do cantor (poeta e pensador) Falcão, da qual recuperei (via Google) o refrão: "porque homem é homem, menino é menino, politico é politicoe baitola é baitola" nome da canção - Homem é Homem (Composição: Falcão)
Volta e meia ganho umas reprimendas de indefectíveis patrulheiros que advogam a causa do "filme socialmente correto". Explico, calma! Tem uma galera ai que entende que cinema, principalmente cinema nacional, deve ser "cinema-denúncia", capaz de "conscientizar o cidadão sobre a miséria e a corrupção que ai está" e piriri-pororó! Essa galera constitui um grupo de eternos patrulheiros da vida alheia (por isso indefectíveis: como a Justiça, podem até demorar, mas aparecem). Quer saber? Tô fora! Enfrento a realidade 24 horas por dia e, se tento não vê-la, ela me atropela no Jornal das Oito, no assalto das nove ou no crime hediondo das 10. Outra opção: o cruel mundo real chega a mim por meio da internet à qual vivo plugado. Sejam os e-mails contando as últimas de certos congressistas, sejam os resumos dos portais. Assim, faz muito tempo que minha opção é pelo "cinema-entretenimento", pela diversão, pela arte, pela beleza, pelo encantamento... A sequencia de "a era do gelo", desde o primeiro episódio atende à maioria desses parâmetros e por isso recomendo, a mim e a quem quiser "me ouvir", o filme A ERA DO GELO 3 que está entrando em cartaz juntamente com a entrada em cena do mês de julho.
Vi vários trailers e estou seguro que não tem jeito de não ser bom, divertido, bonito, alegre e, assim que a meninada em férias der uma folga, vou ver o dito filme. []
Dia desses ao sacar em um desses caixas eletrônicos, fui "brindado" com uma nota de CEM REAIS, que acabou se transformando em um estorvo no bolso, já que não serve para as pequenas despesas de cada dia... Ninguém gosta de dar troco para nota tão alta. No máximo serve para encher o tanque no posto de gasolina. Pois imagine agora como seria uma nota de 500.000. Isso mesmo, QUINHENTOS MIL! Nâo existe? Bem, não sei se existe, mas "apenas" quinze anos atrás tínhamos - aqui no Brasil - notas de 500.000 em uso diario e, o que é pior, mal pagavam um almoço. Veja a dita cuja:O "homenageado", Mario de Andrade, devia irritar-se no Além (ou será que ria?) a cada dia da vida dessa cédula(*) que a inflação corroia sem piedade, sem nenhum caráter, como um Macunaima Financeiro. Dou-lhe uma idéia: em 31.07.1993, último dia da vigência do Cruzeiro, a taxa de câmbio do dólar já se aproximava de Cr$ 80 mil. Isso mesmo que você entendeu, ou seja, um dólar custava próximo de 80 mil cruzeiros, portanto, a nota de 500 mil valia pouco mais que cinco dólares, ou, pouco mais que 10 reais à taxa de hoje. Um espanto, não é?Viu como mal pagava um rango?
Neste 01.07 chegamos a 15 anos do real, acumulando 266% de inflação (Jornal do Brasil, de hoje, 29.06.09) em 15 anos, o que agora pode parecer muito para quem não viveu o período inflaciónário. Mas houve tempo em que 266% poderia ser conseguido em pouquíssimos meses, não em 15 anos. O livro comentado no post anterior (3 mil dias no bunker) conta o "tamanho da luta" que foi requerida para impor esse novo padrão monetário, acompanhado de novo padrão de comportamento - principalmente do setor público - para que não reincidíssimos no processo de elevação constante de preços. Mais que isso, o Plano Real veio na sequencia de diversos planos equivocados, principalmente a partir de 1986, cujo único mérito era o de tentar controlar a inflação. E o real foi bem sucedido, não só pela competência de quem o elaborou - e dos que o mantiveram "vivo" desde então - como pelo apoio de um povo que estava cansado de ser milionário e não conseguir comprar nada com seus milhões. De cruzeiros, claro...
(*) O cruzeiro, nessa fase, viveu até 31.07.93, quando surgiu o "cruzeiro real" que representava o cruzeiro anterior dividido por mil. Com esse "cruzeiro real", as cédulas de 500.000 foram carimbadas com o valor 500 e sairam de circulação, já na vigência do REAL, em 15.09.1994) -o-
Lí com mais de mil dias de atraso o livro/depoimento de Guilherme Fiuza (3.000 dias no bunker, Editora Record, 2006 ), que conta detalhes observados "de dentro" do governo - ao final do século XX - sobre como foi o processo que deflagrou o Plano Real que, além de viabilizar uma moeda brasileira, "criou"um candidado vencedor, o FHC, pela sua identificação com a estabilidade recém conquistada pelo Brasil, após décadas de inflação corrosiva e cansativa.
Gostoso de ler, parcial - o que o valoriza, por não fingir o que não é - conta as peripécias de FHC, Persio Arida, Gustavo Franco, Malan, Pedro Parente, Clóvis Carvalho, Zilberstein, Armínio, o pessoal do Banco Central, entre outros, além dos "adversários" dentro e fora do governo.
Julinho Toledo Piza (apresentado no post anterior: "Bar da Dona Onça") gosta de contar a história de uma ida ao Bar Leo em Sampa, onde a disputa por um lugar para sentar é histórica. Julinho, habitué de muitas décadas, chegou lá certa noite e imediatamente foi "assentado" por um dos velhos garçons, para protesto de alguns "novatos"naquele pedaço da história da noite paulistana. Sem pestanejar, o garçon encarou os insatisfeitos e afirmou: "AQUI, NESSE BAR, TEM OS PROTEGIDOS". Pois não é que, esclarecido o "padrão de democracia" do local, tudo voltou à normalidade?
Esse me parece um atributo do autor de 3000 dias no bunker. Toma partido de algumas pessoas - principalmente Franco e Zilberstein - sem que isso perturbe o entendimento de seu texto, eis que o viés é claro. Conta os dissabores e as vitórias (parciais) de alguns personagens, sem exaltação pessoal, mas sem subterfúgios para maculá-los. Ninguém deveria "entrar no governo", em qualquer posto - especialmente no Executivo - sem ler um relato como esse, capaz de mostrar um pouco do custo pessoal de fazê-lo e reforçando o alerta que Tom Jobim tão sabiamente já emitira: "Brasileiro não perdoa o sucesso". -
Das saudades que carrego de Sampa, uma das mais recentes é de um bar onde se come muito bem. (Pra quem não sabe, uma das maiores tradições paulistanas é a qualidade de sua "comida de boteco", encravada em um dos maiores centros culinários do mundo). Falo do Bar da Dona Onça, localizado à Avenida Ipiranga 200, no Edifício Copan, um dos poucos monstrengos que Niemeyer dedicou a SP (ufff!). O Bar da Dona Onça abriu as portas em abril de 2008 sob a direção de Janaína Rueda, Júlio César de Toledo Piza e Sissi Spitaletti e já na edição especial Comer & Beber 2008/2009, da revista Veja São Paulo, levou a taça de “a melhor cozinha de bar da cidade”. Não é pra menos: a qualquer hora do dia você pode sentar-se e pedir uma rabada com polenta e agrião, ou uma pancetta de porco frita, um bifê a rolê, uma peixada de mar e rio, ou um picadinho de filé com arroz, ovo frito (zóião) e tartar de banana. Nada LIGHT, claro, mas tudo feito com muito esmero, carinho e tempero. E pense que tudo isso pode ser complementado com "mini churros com doce de leite, feitos na hora, servidos quentinhos" (com calor e calorias). Claro que é também uma bela opção para quem quer tomar um drink noturno, porém (sempre é bom avisar) lá não servem chope: o bar tem a intenção de popularizar o vinho e, por isso, a carta de bebidas substitui o tradicional chope por taças de tintos e brancos Evidentemente cervejas em garrafas de 600 ml, de diversas marcas e origens, também estão disponíveis. Não conheci as sócias Janaina e Sissi, mas o Julinho – excelente papo, flutuando de saborosas piadas a desvarios culturais de todo tipo – conheço desde os idos de 1980 quando ele presidia a Bolsa de Mercadorias de São Paulo (mais tarde “engolida” pela BM&F). Para identificá-lo, procure um tipo simpático, gorducho, meio sem pescoço e com voz rouca, própria dos navegantes de infinitas madrugadas. E prepare-se para uma longa e inesquecível conversa. --
Alguns haverão de classificar como mais uma maldade deste escriba comparar Michael Jackson - recém finado - com a boneca Barbie. Seria fácil defender-me mostrando que ambos, MJ e Barbie, assim como Coca-Cola, Big Mag e silicone (nos seios) são "produtos populares" resultantes de intenso e caro trabalho de marketing. Como são também, "puro marketing", fenômenos passageiros tipo Mulher Melancia, Tiazinha e Big Brother. Porém, o intérprete de Thriller tem mais coisas em comum com a também cinquentona Barbie, do que imagina nova vã achologia.Veja só:
- MJ, nascido em 1958, foi sempre um adulto que tentou manter aparência de criança;Barbie, nascida em 1959, é uma boneca (por isso, um brinquedo de criança) com feição adulta;
- Barbie nasceu loura de olhos azuis; MJ nasceu negro (como se dizia à época) ou afro-descedente (como se diz hoje);
- Porém, as primeiras Barbies na cor negra foram lançadas em 1980; por essa época, MJ começou a branquear, oficialmente por causa de vitiligo;
- Famosos: em 2002, a Barbie deixou sua marca na calçada da Fama, em Hollywood, ao lado das celebridades como (exatamente ele) Michael Jackson e outros
- Componentes de proles numerosas: Barbie tem seis irmãos; MJ, sétimo de nove filhos, foi um dos Jackson 5, com alguns de seus irmãos
- Best Sellers:Thriller, de MJ, é o álbum mais vendido da história, com mais de 104 milhões de cópias vendidas no mundo; Barbie é a boneca mais vendida do mundo: a cada segundo, duas bonecas Barbie são vendidas em algum lugar do mundo.
- Universais: êle está sendo homenageado em todo o mundo; ela é vendida em mais de 150 países (o que não é pouco).
Será sempre possível encontrar inúmeros pontos de convergência dos dois ícones populares, mesmo que Barbie jamais tenha sido acusada de pedofilia. Ponto para ela.
Mas a dança única e vigorosa de MJ, inesquecível no Thriller ou no Moonwalk, jamais poderia ser igualada por uma boneca de verdade. Ponto para o MJ.
A verdade é que já caminhei muito, em muitos países, em busca de diferentes Barbies que Catarina (filha) incluia em minha lista de compras a cada uma das dezenas de viagens internacioinais que fiz (a serviço). E sempre especificava o tipo, cor, roupa, cabelo, etc, fazendo do atendimento a seu pedido uma aventura - de paletó e gravata - nas selvas de pedra e lojas de Londres, NY, Milão, etc... Felizmente (graças a Deus) com sucesso. E com imenso prazer!
Nunca a Catarina pediu qualquer coisa relativa a Michael Jackson. Ponto para Barbie.
Maldade e má vontade. Se o motorista fosse homem, a notícia - se saisse - seria da queda do carro. Voce já viu, né?"Sendero cai do edificio-garagem"; "Civic em alta velocidade abalroa um Gol"; "Policia alcançou o Corolla e atirou nos sequestradores". É como se fossem auto-automóveis que estivessem se movendo por vontade própria. Sem gênero masculino ou feminino.
Mas, como era mulher ao volante, a notícia foi assim: "Mulher engata a ré e despenca do 4o. andar...". Eita perseguição!
(Hoje eu tô cínico demais, né? KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK. Você estava quase acreditando...)
Começa hoje (21 de junho) no hemisfério sul, o chamado Inverno Austral, que tem início com o solsticio de inverno que ocorre por volta de 21 de junho e termina com o equinócio de primavera que acontece perto de 23 de setembro nesse mesmo hemisfério. O inverno do hemisfério norte é chamado de Boreal (21 de dezembro até 21 de março, empatado com nosso verão aqui). Há quem projete dias frios, excepcionalmente frios, mesmo aqui nesse inverno austral que usualmente é bem menos rigido que o da turma do norte, por conta de nossa mania humana de bulir permanentemente com a natureza. Mas esse "bole-bole" na terra, na água e no ar, mais que tudo, tirou nossa capacidade de previsão do tempo, como estão demonstrando as cheias no norte, as sêcas do interior gaucho e as flutuações de "humor do tempo" no resto do País. O nosso Sul já está abraçado ao frio da serra gaucha e de rincões catarinenses; Paraná e São Paulo já estão com as ruas repletas de casacos envolvendo os transeuntes e mesmo no Rio, nas Gerais, parte de Goiás e do DF a queda da temperatura já se faz notar. Excepcionamente tivemos algumas poucas chuvas em Brasília em Junho, fenômeno muito raro já que a sêca costuma nos visitar de maio a setembro, sem nenhum refresco. Neste ano nos deu essa colher de chá...ou de chuva. Diferentemente do outono (que prefiro descaradamente o do norte), nosso inverno é bem mais razoável. Claro que visitar uma estação de esqui ou dar um passeio na neve tem seu encanto e isso não se pode negar. Mas, por pouco tempo e poucas vezes, antes que o lado ruim das nevascas, das ruas cobertas de neve, sal e lama, se tornem rotina na destruição de sapatos e fantasias. E da paciência do ser humano... -
Foi num 15 de junho, 32 anos atrás, que aprendi a minha primeira grande lição no Banco Central. Eu conto:havia prestado concurso em 1977, dois meses depois de terminar o curso de Economia na PUC (o que ajudou muito na aprovação entre os 100 designados para servir em São Paulo). Quando veio o chamado, já de casamento marcado, reajustamos a lua-de-mel para Brasilia, pouco usual à época (ou mesmo hoje...rs), mas apropriado para quem teria que tomar decisões nos dias seguintes. Dessa visita à capital e ao Banco Central - assim, na cara-de-pau, sem conhecer ninguém além do Severino, ex-colega do Banco do Brasil - resultou a decisão de deixar o emprego anterior e assumir o posto conquistado no banco. Mas, queria chegar a Brasilia, porém deveria antes tomar posse em São Paulo e só depois tentar a transferência.
Pois bem: cheguei na Avenida Paulista de terno novo, ainda me acostumando com a aliança na mão esquerda, mas cavalgando a "longa experiência" de meus 24 anos, cinco dos quais dedicados a comercio exterior e câmbio, inclusive um curso de especialização na USP. Ficaram "impressionados" com meu currículo e, sem hesitar, me destinaram ao Setor de Câmbio-Exportação onde fui rapidamente apresentado à minha nova função: recuperar gigantescos arquivos de contratos (de câmbio, claro) que estavam meses atrasados e, de tudo que eu sabia, o mais importante ali era ser alfabetizado e conhecer a ordem alfabética. Um ano inteiro arrumando arquivos...Essa a primeira lição: humildade! . Depois de um trabalho temporário em Brasilia, nos mudamos de vez para a Capital em 1979, onde fui escalando de assistente até a diretoria, fazendo o maior esforço para não desaprender a lição do primeiro dia. Dessa forma, retornar agora, 32 anos depois daquele início de jornada, só requereu ter aquele ensinamento na mente! E no coração...
Sempre digo que tem datas que eu não gosto, mas claro, nem todas! -=-
Talvez a maior paixão da infância da Catarina tenham sido os Smurfs. Assistia-os diariamente, repetidamente, sempre com os olhinhos meio esbugalhados de medo das artimanhas do vilão Gargamel que, invariavelmente se dava mal nas histórias. Tinha-os gravado em Cassete (Video-Cassete) e repetia-os contínua e diariamente com imensa paixão.
No mês passado, em seu aniversário, o irmão Tercio presenteou-a com uma coleção de DVDs dos Smurfs, que ela recebeu com imenso sorriso e dispendeu todo um domingo assistindo-os com a mesma paixão da infância.
Acabo de descobrir quem ela não é a única fascinada com os carinhas azuis: ainda nesta semana, no dia 09.06, a cidade de Swansea (Inglaterra) tornou-se azul com um grupo de 2.510 pessoas vestidas como os smurfs - em sua maioria, alunos da universidade local - para bater o recorde mundial que antes pertencia a uma cidade irlandesa, Castleblayney, que conseguira juntar 1.253 pessoas no meio da rua vestidas de Smurfs.
Fiquei muito feliz com isso, principalmente por saber que minha filha não é a única maluquinha por Smurfs nesse mundo que, oras bolas, também é azul.