Como negar esta homenagem? Desde 2002 uso o mesmo computador McIntosh, um Apple antigo, brancão e que nunca quebrou ou pegou virus. Depois o Iphone, o Ipad... Um homem que ajudou a acelerar a mudança inexorável do mundo. Steve Jobs, com o perfil na maçã...
Ficamos uns 100 dias sem chuva no Distrito Federal. A chuva não seguiu a regra de voltar pra nós junto com a Primavera em 22 de setembro e só veio dar as caras quando outubro já mostrava seus ares. Ainda assim, choveu apenas um dia como que a nos lembrar o que é chover... Mas nesta semana, a partir do domingo 02 de outubro, temos tido chuva em abundância.Afora os acidentes de trânsito que se multiplicam nessas primeiras chuvas (muita agente aprendeu a dirigir na sêca, sem pista molhada e lisa, outros não cuidaram dos freios e assim por diante), tudo fica uma maravilha: ar gostoso de respirar, temperatura boa de dormir (de noite) e até para trabalhar. Agora falta pouco. Continuando assim, mais uma semana e estaremos todos preguejando contra a chuva que não para e impede nossos churrascos, corridas e passeios ao ar livre. Somos uns eternos insatisfeitos.
Na ultima sexta feira, ultimo dia útil de setembro, quem estava em Brasilia foi surpreendido - bem no meio do dia - por um grande olho (zóião) que surgiu no céu, ou no sol. Todo o interior do sol estava enegrecido, de forma que o circulo externo do astro-rei se destacasse, formando um espetáculo lindo e inesperado que chegou a assustar muita gente e a encantar muitos mais.
Segundo um especialista da UNB ouvido pela midia, esse aro (HALO) resulta do posicionamento do sol, juntamente com a atmosfera funcionando como uma lente e as gotículas de água na troposfera (camada inferior da atmosfera).
Certamente as interpretações fantasiosas e poeticas, são muito mais interessantes
Eu só me posiciono entre o casal ai da foto exatamente para isso: fotografia. Fora isso, são quase inseparáveis e comemoram mais um ano de casamento em 1o.de agosto... E essa comemoração chega logo depois de se comemorar (dia 30 de julho) o aniversário do próprio Emilio Neto, marido da Anelise, ambos meus filhos: ele, por que não lhe foi dada opção (de escolher pai) e ela porque optou por casar com ele. Ganhei eu...rs! Parabéns a cada um... Parabéns ao casal. Deus os mantenha com disposição de lutar, pregar, fazer e refazer. Mudar (inclusive de volta pro Brasil, o mais rápido possível). Saudade!
Conferido 3 vezes, Eyjafjallajöekull é o nome do vulcão que anda azucrinando a Europa a partir da Islândia. Diz o Tutty Vasquez, do Estadão, que esse nome nem a Fátima Bernardes consegue pronunciar. Segundo a Wikipedia, pronuncia-se [ˈɛɪjaˌfjatlaˌjœːkʏtl]. OK! Também achei que complicou mais do que ajudou. Bem o tal vulcão, talvez irritado pelo nome que lhe deram, andou enchendo a Europa de fumaça nos últimos dias, causando um enorme transtorno no trafego aéreo que, aliás, deixou de trafegar, ficando os aviões no chão por alguns dias. Bem, tomara que esse fumacê todo tenha o condão de evitar que voe por lá o Aedes Egipt, o voador que transporta dengue pra lá e pra cá.
Maitê Proença, a bela, magoou nossos irmãos Portugueses. Veja o que diz (e a foto que publica) o JN - Jornal de Noticias de Portugal (13.10.09):
MAITÊ PROENÇA SATIRIZA MAS DIZ QUE AMA PORTUGAL "Maitê Proença filmou, em Portugal, um vídeo a satirizar os portugueses. O “clip”, de 2007, termina com a actriz brasileira a cuspir numa fonte. "Não falei mal de Portugal", defende-se, mas o vídeo já motivou um abaixo-assinado na net. “Não falei mal de Portugal, amo Portugal, os portugueses, tenho amigos e visito o país sempre que dá”, disse a actriz ao JN. “Meus livros são publicados na terrinha e vendem muito bem", acrescentou. O vídeo da polémica, com cerca de quatro minutos, foi filmado em 2007, durante uma passagem da acriz por Portugal. Maitê Proença passou em Sintra “uma vilazinha perto de Lisboa”, no Mosteiro dos Jerónimos e junto ao Padrão dos Descobrimentos, mandado erigir por Salazar, que segundo a actriz “esteve no poder cerca de 20 anos”. (Augusto Correia). No YOUTUBE: http://www.youtube.com/watch?gl=BR&v=QnrVZkKOOt0 Pois é Maitê, acho até que desculpariam a cuspidinha na fonte, ou chamar a velha (e bela) Sintra de vilazinha proxima de Lisboa. As outras "gozadas", também ficam no nível geral do (bom) relacionamento entre brasileiros e portugueses... Mas desconfio que o que chateou a turma lá, depois de aguentar a ditadura salazarista por 36 anos (1932/1968), foi você ter citado que ele( o Salazar) esteve no poder por "cerca de 20 anos"... MAITE NHA PACIENCIA!
CLOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOONEY "Prefiro fazer um exame retal ao vivo na televisão a ter uma página no Facebook", disse o ator e diretor George Clooney durante o festival de cinema de Toronto, ao New York Post (17.09.09). Devo confessar que tenho minha página no FACEBOOK .
E também acho que gosto não se discute e zé fini.
PELÉ !!!
Ao tentar explicar porque não considera Maradona o melhor jogador de futebol de todos os tempos, o nosso Pelé disse (17.09.2009) que o argentino não sabia fazer gol de cabeça. "E o único que fez, foi com a mão", referindo-se ao famoso gol de Diego Maradona contra a Inglaterra que, segundo o próprio Maradona, foi "la mano de Diós".
Pelé acha que o maior de todos os tempos foi Di Stéfano. Este blogueiro acha que foi Pelé!
HMMMM
De boca fechada, claro!
Potro campeón!!!!!
O argentino Del Potro deu uma salvada na honra nacional (argentina, claro) ao vencer - brilhantemente - o US.OPEN de tênis. Bateu, para não deixar dúvidas, em Nadal e Federer Para o bem da Argentina, oxalá Del POTRO, quando crescer, tenha melhor sorte que seu compatriota DOMINGOS CAVALLO.
MAROLINHA DO LULA
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva teve uma visão "bastante correta" ao dizer, no ano passado, que a crise no Brasil provocaria apenas uma "marolinha", diz artigo publicado no jornal francês Le Monde, nesta quinta-feira(17.09.09).
Alguns haverão de classificar como mais uma maldade deste escriba comparar Michael Jackson - recém finado - com a boneca Barbie. Seria fácil defender-me mostrando que ambos, MJ e Barbie, assim como Coca-Cola, Big Mag e silicone (nos seios) são "produtos populares" resultantes de intenso e caro trabalho de marketing. Como são também, "puro marketing", fenômenos passageiros tipo Mulher Melancia, Tiazinha e Big Brother. Porém, o intérprete de Thriller tem mais coisas em comum com a também cinquentona Barbie, do que imagina nova vã achologia.Veja só:
- MJ, nascido em 1958, foi sempre um adulto que tentou manter aparência de criança;Barbie, nascida em 1959, é uma boneca (por isso, um brinquedo de criança) com feição adulta;
- Barbie nasceu loura de olhos azuis; MJ nasceu negro (como se dizia à época) ou afro-descedente (como se diz hoje);
- Porém, as primeiras Barbies na cor negra foram lançadas em 1980; por essa época, MJ começou a branquear, oficialmente por causa de vitiligo;
- Famosos: em 2002, a Barbie deixou sua marca na calçada da Fama, em Hollywood, ao lado das celebridades como (exatamente ele) Michael Jackson e outros
- Componentes de proles numerosas: Barbie tem seis irmãos; MJ, sétimo de nove filhos, foi um dos Jackson 5, com alguns de seus irmãos
- Best Sellers:Thriller, de MJ, é o álbum mais vendido da história, com mais de 104 milhões de cópias vendidas no mundo; Barbie é a boneca mais vendida do mundo: a cada segundo, duas bonecas Barbie são vendidas em algum lugar do mundo.
- Universais: êle está sendo homenageado em todo o mundo; ela é vendida em mais de 150 países (o que não é pouco).
Será sempre possível encontrar inúmeros pontos de convergência dos dois ícones populares, mesmo que Barbie jamais tenha sido acusada de pedofilia. Ponto para ela.
Mas a dança única e vigorosa de MJ, inesquecível no Thriller ou no Moonwalk, jamais poderia ser igualada por uma boneca de verdade. Ponto para o MJ.
A verdade é que já caminhei muito, em muitos países, em busca de diferentes Barbies que Catarina (filha) incluia em minha lista de compras a cada uma das dezenas de viagens internacioinais que fiz (a serviço). E sempre especificava o tipo, cor, roupa, cabelo, etc, fazendo do atendimento a seu pedido uma aventura - de paletó e gravata - nas selvas de pedra e lojas de Londres, NY, Milão, etc... Felizmente (graças a Deus) com sucesso. E com imenso prazer!
Nunca a Catarina pediu qualquer coisa relativa a Michael Jackson. Ponto para Barbie.
Cansa um pouco ouvir certas histórias de paulistanos, principalmente contadas por cariocas (“um chopes e dois pastel” é a mais antiga e - reconheçamos - verdadeira!), como é o caso do “testemunho” que quase todos eles (cariocas) gostam de dar sobre o suposto fato que qualquer paulistano, quando lhe pedem orientação de trânsito, ensina errado. Vamos esclarecer essa história de uma forma simples: pra falar com paulistano tem que conhecer a língua local.
Suponha que você queira saber como ir do “Bexiga” (onde você foi almoçar numa cantina que turista acredita ser italiana), para o cemitério da Consolação (apreciar obras de arte em cemitério - como a da foto - programa de turista, que paulistano detesta). A resposta vai ser do tipo: - "ó meu, toca em frente até a brigadero, como se fosse no rumo do paraíso ou do arioporto, mas faz o revorteio às esquerda depois do farol da brigadeiro. E volta nesse rumo mesmo. Daí cê pega as direita no segundo farol e as esquerda no outro farol e vai no rumo do minhocão. Mas num pega ele (o minhocão) sai as direita já se preparando pra entrar às esquerda do lado da igreja da Consolação. Se você errar ali, vai parar no centrão da cidade... Daí ce sobe a Consolação mas num esquece de evitar a faixa do ônibus; num tem mais o busão no contrafluxo, mas o pardalzinho vai te multar. Lá em cima você vê o cemitério e tem uma área de parar o carro." TRADUZINDO: - “siga em frente, rumo Aeroporto ou (bairro) Paraíso, até o cruzamento da avenida Brigadeiro Luis Antonio. Ali faça o retorno após o semáforo e continue por esta mesma via, até o segundo semáforo. Lá entre à direita e no semáforo seguinte tome a esquerda até a via elevada, na qual você não deve entrar, permanecendo na pista da direita até o semáforo seguinte, já na esquina da Avenida da Consolação (você poderá ver a Igreja da Consolação à sua esquerda). Entre à esquerda na avenida e evite a pista exclusiva de ônibus porque radares multam quem usar essa faixa. Logo adiante você avistará o cemitério e a área de estacionamento ao lado”. Viu como é simples?
DETALHE: Na área de estacionamento do cemitério da Consolação está escrito “exclusivo para usuários deste cemitério” BRRRRRRRRRR
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NOTA: ACEITEI - DE BOM GRADO - A SUGESTÃO DA PROFESSORA MARIA LAÇALETE E TROQUEI PAULISTÊS POR PAULISTANÊS. ESSA É A FORMA CORRETA.
Em 22 de Abril de 1918, perto do fim da Primeira Guerra Mundial, o corpo do alemão Manfred Von Richthofen foi sepultado por seus oponentes. Conhecido por seus memoráveis feitos militares, incluindo a recordista façanha de derrubar 80 aviões inimigos em combate, o Freiherr, o "Free Lord" ou o ainda o Barão Vermelho, como ficou conhecido por seu avião vermelho e sua origem nobre, é o representante maior de uma maneira especial e diferente de se combater nessa guerra. Em contraste aos desumanos combates travados em solo, dentro de fétidas e úmidas trincheiras, as batalhas aéreas da Primeira Guerra tinham enorme semelhança com as famosas Justas de Cavalaria da Idade Media. Nessas Justas, realizadas em torneios, o cavaleiro com sua enorme lanças de madeira cavalgava em direção ao seu adversário em arenas de até 300 metros, buscando derruba-lo de seu cavalo e junto com isso a honra e a gloria que a vitória atrelaria ao seus nomes. Não se buscava a morte do oponente (embora não tão raro isso acontecesse). A prova final de sua habilidade e o merecido respeito eram amparados por todo um sistema e um código de honra que regulava suas ações, descritos em parte na honra e no respeito aos adversários. Se recuarmos a Roma antiga, dentro do Coliseu cerca de 70 mil pessoas se reuniam para presenciar diversos jogos cuja principal atração era a famosa batalha entre gladiadores. Há um aspecto interessante que muitas vezes passa despercebido quando se fala dessas batalhas. Embora nesse caso a margem de mortos fosse consideravelmente maior que numa Justa Medieval, uma grande parte desses combatentes vencia na verdade, pelo cansaço. Eles lutavam tão avidamente, por tanto tempo e muitas vezes com armaduras tão pesadas, que a batalha terminava não quando alguém era levado a morte, mas quando exausto, dizia que não agüentava mais e pedia pra parar (De forma semelhante como viria a fazer um lutador de Jiu-Jitsu imobilizado no tatame, ou um novo recruta quando treinado pelo implacável Capitão Nascimento). No final, cabia ao público e ao imperador decidir pela vida ou morte do derrotado.
Essa decisão normalmente se baseava no quanto o publico compreendia que aquele oponente, mesmo que derrotado, tinha lutado ou não com bravura e habilidade. Se a resposta fosse positiva, um sinal positivo era feito com o dedo polegar e sua vida era poupada, no melhor estilo Big-brother. Vale aqui destacar que, apesar da diferença da gravidade da problemática em análise, existe um profundo abismo entre os critérios culturais e morais na análise e julgamento utilizados pelo público, em relação a nossa televisiva versão contemporânea.
As batalhas dos pilotos da primeira guerra tinham também seus códigos. Por exemplo, nunca se atirava num piloto que perdesse o combate e pulasse com um pára-quedas de seu avião. Uma vez este derrubado, a batalha estava ganha e não havia mais razão para se continuar a perseguição. Alguns diriam que os generais que ficavam no solo se
aborreciam profundamente com esses sistemas e essas batalhas, dizendo que os pilotos seriam muito mais úteis bombardeando os campos inimigos do que travando esses duelos pessoais.
O episodio do enterro de Manfred Von Richthofen é descrito como uma homenagem digna de um herói. Celebrada em solo inimigo, por combatentes dos exércitos inimigos. Centenas de pilotos compareceram e comenta-se ainda que vários deles chegaram a chorar na cerimônia. Certamente, esses pilotos "marchavam ao som de um outro tambor".
Penso que talvez exista mesmo alguma razão no pensamento que diz que "os mortos governam os vivos". Ou quem sabe, apenas existam alguns princípios que no fundo governem os dois...
No dia 01 de fevereiro de 2009 fui alegremente surpreendido por um singelo episodio no esporte mundial. Na sua devida proporção, especificidade e claro, imerso na implacável piscina da sua temporalidade. No mesmo instigante principio esse episodio na verdade, foi o que se inspirou toda essa reflexão.
Não diria que sou um grande fã desse esporte... Mas certamente, fiquei fã desses caras.
Fica aqui o episodio (endereço do you tube) nas palavras deles mesmos. Eu não poderia fazer melhor...
(Este texto acima é de autoria do Tercio (o filho historiador) que não tem - ainda - um blog. Aliás, quem tem também um blog é o Emilio Neto (o filho teólogo) que por coincidência, escreveu sobre o mesmo assunto, motivado pelo mesmo evento. o texto se chama Rivalidade, Agonia e Maestria. Clique aqui para parte 1. Vale a pena dar uma conferida. Honra ainda é importante...)
O ano que ora vive seus estertores foi especial, pródigo em emoções, além dos altos e baixos do que se convencionou chamar "vida normal". Esse 2008 sempre será especial por ter sido o ano em que Emilio (EMILIO GAROFALO NETO) se tornou um Pastor, reconhecido pelos, agora, pares da Igreja, em cerimônia realizada no último 14.12.2008, na Igreja Presbiteriana de Brasília. Foi uma sucessão de emoções... A maior delas, quando pela primeira vez, ergueu seus braços do púlpito para impetrar a benção apostólica, valendo-se do texto que finaliza a Epístola de Judas: Àquele, que é poderoso para nos preservar de toda queda e nos apresentar diante de sua glória, imaculados e cheios de alegria, ao Deus único, Salvador nosso, por Jesus Cristo, Senhor nosso, sejam dadas glória, magnificência, império e poder desde antes de todos os tempos, agora e para sempre. Amém. Sua luta, nessa etapa de preparação ainda não terminou. De braço com Anelise (que companheira!!!) voltou ao Mississipi onde luta pelo Doutorado em Teologia e, em pouco mais de dois anos, volta ao Brasil para dar sequencia à sua missão. Deus os abençoe...muito e sempre! -
A confirmação que a partir do próximo ano teremos nova empresa aérea no Brasil é uma esperança renovada para nós, pobres “viajantes constantes”, que temos que pagar o ônus de dispor apenas das “vermelhas” (sem conotação política) TAM e GOL aqui no Brasil. O nome será AZUL.Bem-vinda! A última empresa azul, a VARIG, foi engolida de vez pela GOL (Grande Ônibus Lotado) e agora só serve a trechos internacionais. A VASP, a Cruzeiro e a americana PANAM também eram azuis: morreram! Assim como a multicolorida Transbrasil, a única que deixou saudades, pelo menos na minha geração, pra demonstrar que o problema não é cor. É mentalidade! As azuis VASP, VARIG e PANAM tinham em comum a arrogância (prepotência) dos comissários de bordo e a displicência com que tratavam os passageiros. Por exemplo, em qualquer viagem, os primeiros a entrar em um avião da VASP, interrompendo a conversa das aeromoças, tinham a sensação de estar entrando em “terreno proibido”. Parecia que se podia ler em um balãozinho acima das cabeças das aeromoças (normalmente louras e bem penteadas) algo como: “Passageiros!!! Lá vêm eles perturbar nosso sossego!” Assim, quando a VASP morreu, pra tristeza (apenas) dos funcionários, poucos passageiros lamentaram. Aliás, anos atrás, a VARIG em fase terminal, afundada pela incompetência em terra, já havia tido seus funcionários tomados pela mesma arrogância que parecia herdada da velha PANAM (onde ser maltratado era quase uma folclórica e masoquista diversão, como alguns consideram divertido ser expulso do Bar Leo em São Paulo, no fim de tarde, ou de um PUB inglês as 11 da noite). Bem, falar sobre a PANAM é tragicômico. As encarquilhadas aeromoças – popularmente chamadas “aerovelhas”, menos pela idade, mais pela ranzinzisse – louras, feias e cheias de laquê, unhas longas e saltos altos odiavam as viagens e os viajantes e não escondiam isso de ninguém. Não conheço uma única pessoa que tenha lamentado o “passamento” da PANAM. Saudade zero! Porém a VASP, a VARIG, a PANAM – e até mesmo a TAM – começaram bem, tiveram uma fase boa em que as pessoas eram bem atendidas, os horários razoavelmente cumpridos, explicações dadas de bom grado. Passageiros eram tratados com respeito! A GOL, nem isso. Já começou como é hoje, tosca! Só que,no começo, as passagens eram baratas e as barras de cereais (ração de bordo) eram vistas como uma piada compatível com os preços baixos. Nada mais...nada, nada mais! Agora que pratica preços altos e mantém serviços que nem para ônibus seriam adequados, a esperança na AZUL é o único balsamo para quem viaja, não por prazer, mas por força das circunstancias. Uma pena. A VARIG do passado e a TAM, também do passado – e só para ficar em empresas ainda vivas – são prova de que é possível tratar as péssoas de forma civilizada. Pena que se esqueceram, pena que a GOL nunca tenha aprendido!
Hoje, quando o euro (€) caiu para US$ 1,32, lembrei-me da Gisele Bundchen. Explico, mas, antes é preciso lembrar que, internacionalmente, a cotação do € (o euro) é “ao contrário”, isto é, mede-se quantos dólares vale um único €.(Para a maioria das moedas é o inverso, ou seja, fixa-se um dólar, ou US$ 1, e mede-se quantos reais, pesos, francos suíços, etc., vale esse único dólar. Assim, US$ 1 vale R$ 2,35; ou P$ 3,40; ou 96 ienes e assim por diante). Claro que se pode medir quantos reais vale €1; ou quantos pesos vale €1, mas “internacionalmente”é assim: €1 por “tantos dólares” (*). Pois bem, o dólar vinha caindo frente ao euro e outras moedas. Em determinado momento, €1 valia US$ 1,20, depois 1,25, em seguida 1,30. Quando passou de US$ 1,40 (por €1), Gisele Bundchen anunciou ao mundo inteiro que seus contratos dali em diante seriam em euros. Na verdade, até acertou por um tempo, porque, no auge, meses atrás, €1 conseguia comprar US$ 1,65. Ou, um milhão de euros compravam US$ 1.650.000,00). Mas hoje, 23.10.08, um euro compra “apenas”1,32, ou seja € 1 milhão valem “apenas” US$ 1.320.000,00... Pior é lembrar que tempos atrás €1 valia apenas 80 centavos de dólar, quer dizer, dá pra piorar. Sabe? Fiquei pensando em fazer um acordo com La Bundchen, se ela topar: eu não tiro mais fotografias, ela não trata mais de câmbio.
(*) só para lembrar, a libra esterlina, o dólar australiano e algumas outras poucas moedas, menos importantes, são cotadas dessa forma invertida”, ou “tipo B”. NOTA: EM 23.10.08 UM EURO COMPRAVA APENAS US$ 1,25
Para mim o caminho mais curto entre minha casa e um teatro é uma visita da Catarina. Não foi diferente no último fim de semana em que, com ela aqui, no sábado, fomos assistir à peça “Tom e Vinicius, o Musical”, de Daniel Herz. Um emocionante “reencontro”com os dois amigos, compositores e bossa-novistas, características que marcaram a vida dos dois e destaque neste ano em que comemoramos 50 anos de bossa-nova. Vividos com competência e emoção por Marcelo Serrado e Thelmo Fernandes, realizam um encontro atemporal onde "recordam" momentos passados e futuros de cada um – e dos dois em dupla – revivendo encontros com grandes personagens de então, de Dolores Duran a Frank Sinatra, passando por Elizeth Cardoso, entre muitos outros. Recupera-se parte da história desde o Orfeu do Carnaval até seus últimos trabalhos juntos. Excelente seleção musical (aliás, fácil fazer com o repertório desses dois) e grande elenco de apoio. Vale a pena ser visto e curtido por quem tiver a oportunidade, mesmo que seja apenas para reviver Vinicius declamando seu "Soneto da Fidelidade", a bordo de um copo, ancorado em um bar de Paris.