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24 de ago. de 2009

TERCIO COMEÇA A JORNADA

Depois de uma semana de treinos, um pouco mais, Tercio - o filho que desertou para a Pensilvânia - jogou hoje seu primeiro jogo-treino, pré temporada universitária, do time de futebol (soccer) da Point Park University em Pittsburgh.
Essa foto ai, do site da Universidade, é a "foto oficial"do jogador, por isso essa cara séria.
Já ia reclamar da camisa verde, mas o Palmeiras agora é azul, como mostramos no post ali atrás.
SUCESSO CARA. VÁ EM FRENTE! COM DEUS...

11 de ago. de 2009

Teco em Pit

Na estação do ipê amarelo Tercio começa nova etapa em Pittsburgh, Pensilvânia, onde as estações são mais definidas e, por ora, vive-se o Verão (está tão quente quanto Brasília). Vou invejá-lo em 22 de setembro quando começar o Outono... Ou será que vou invejar o Outono que vai estar com o Tercio?

7 de ago. de 2009

UM FILHO QUE FAZ...

Tercio é um filho que faz: faz arte, faz graça, faz música e faz amigos. Faz filmes, faz edição, faz trapalhadas e às vezes faz comida.
Faz amizade até com um vira-latas na rua e o faz companheiro de corrida, lá em Ipauçu! Olhe ai na foto com o Patinhas! Um cachorro preto de patas brancas...
Tercio faz até aniversário. E o faz hoje!
E a partir da semana que vem, vai fazer o que nunca fez (fora do campo de futebol): VAI FAZER MUITA FALTA porque vai estudar lá lonjão na América.
Deus o abençoe, filho Tercio.

25 de jul. de 2009

FEITIÇO DO TEMPO (DA MARMOTA)

Hoje, sexta feira, graças à Sony TV, revi o "Feitiço do Tempo.
No filme, o reporter Phill Collins, interpretado pelo caça-fantasma Bill Murray, vai parar em Punxsutawney, Pensilvânia, para cobrir o "dia da marmota" (groundog day, nome original do filme). Esse tal Dia da Marmota é uma festa de inverno tradicional na America do Norte (EUA e Canadá), celebrada no dia 2 de fevereiro e, pela tradição, as pessoas devem observar uma toca de marmota: se o bichinho deixar a toca (dia nublado), significa que o inverno terminará mais cedo, porém, caso o sol esteja brilhando e a marmota se assustar com a sua sombra voltando para a toca, o inverno durará mais seis semanas. Obelix diria que esses americanos são uns loucos!!!

Voltemos ao Phill (Bill) - não confundir com Kill Bill que é outro filme - que vive a experiência inusitada de aquele 2 de fevereiro se repetir indefinidamente, acontecendo sempre as mesmas coisas, a ponto de ele decorar minuto a minuto o que acontece e o que está por vir, sem que ninguém, além dele, se dê conta dessa repetição. Evidente que sua produtora é Andy MacDowell (vivendo Rita no filme), numa das fases mais lindas de sua vida (o filme é de 1993). O filme mexe com emoções, sintetiza poesia e arrogância, mistura ironia e solidariedade, transforma - dia a dia - a forma como Phill encara o mundo, as pessoas e a vida, passando de seu jeito molecão-amargo-arrogante para um cara maduro e gentil. No inicio, chega a tentar se matar, em cenas hilárias... depois começa a gostar da experiência e usa-a para melhorar como ser humano.

Se pesquisamos um pouco, descobrimos distintas interpretações do tema, desde afirmar que a película é a apologia do Espiritismo, em que cada dia que se repete representaria uma nova reencarnação, até quem veja ai uma denúncia contra a rotina e o sedentarismo da vida moderna, versus a necessidade de fazer coisas diferentes sempre, buscando novos ângulos de entendimento e apreciação da vida.


Como tudo que se traduz em poesia e magia, como toda emoção ou nuvem no céu, a interpretação - a maneira de ver - muda de pessoa para pessoa, de quem está de bom humor para quem está amargo, de quem leu muito para quem lê o mínimo. Não importa: o melhor de tudo é gostar do filme, passar umas horas em
Punxsutawney, Pensilvânia (Tenho certeza que meu filho Tercio, de mudança pra Pensilvania - e para estudar cinema - vai visitar o local) e deixar o coração decidir do que é que a gente gosta tanto nesse filme (já vi umas 8 vezes).
-()-

7 de mar. de 2009

Paulistanês parte 2 - Tercio aprende a língua

Tercio veio passar uma temporada em São Paulo em 2004. “Temporada” que se transformou em “ano sabático” e, finalmente, em “dois anos sabáticos", no embalo das greves da UnB – Universidade de Brasília, que ele aproveitou para estudar música e, também, desenho na Escola Panamericana (Confesso que adorei a companhia).
Nascido e criado em Brasília, suas maiores dificuldades iniciais foram aprender a se mover no trânsito e na esquisita geografia paulistana e, surpresa, entender certas peculiaridades da língua local (o Paulistanês).
Certa ocasião, alguns dias depois de chegar, disse que havia aprendido uma coisa interessante: sempre que se diz “obrigado” a um paulistano ele responde “obrigado eu” ou “obrigado você” que, em Paulistanês significam exatamente a mesma coisa (e que seriam facilmente substituídas por um “por nada”, ou “de nada”). Mas tudo bem, até que ele resolveu adotar o “obrigado você” para responder a agradecimentos. Ai ele foi surpreendido com outra peculiaridade da língua local. Veja o diálogo:
-- Obrigado!
-- Obrigado eu!
-- Obrigado eu, você!
Ai ele se entregou: havia perdido a parada do agradecimento... E ri disso até hoje!


-o-

7 de fev. de 2009

CATARINICES, PARTE 3 - DEMARCAÇÃO DE TERRENO

Catarina, a Pit, é rápida no gatilho! O que tem de linda e doce tem de brava... Dou-lhe uma idéia: Tercio é um cara dificil de acordar. Odeia acordar! E acorda de mau humor, ao menos por alguns minutos (depois, volta ao normal). Ninguém gosta de acordá-lo e se transformar, por alguns minutos em alvo da sua ira. O que fazer? Chama a Pit que, nessas horas incorpora o capitão Nascimento e enquadra o Tercio... que acorda pianinho. Se Tercio anda se esquecendo de alguma coisa, meio desleixado com outra, chama Pit. Que enquadra o irmão!

Pois foi inusitado (apesar de esperado) o que vimos dia desses quando alguém de fora, desavisado, tentou criticar o Tercio na frente dela e recebeu uma enquadrada daquelas de perder o rumo de casa. Só balbuciou: "mas você também critica ele...". Nem chegou ao final da frase e ouviu uma voz decidida: 'O IRMÃO É MEU, CRITICO EU!" Todos, até a Sininho (a yorkshire), captaram a mensagem e botaram o rabo entre as pernas...

6 de fev. de 2009

Por um dia como antigamente (by Tercio)

Em 22 de Abril de 1918, perto do fim da Primeira Guerra Mundial, o corpo do alemão Manfred Von Richthofen foi sepultado por seus oponentes. Conhecido por seus memoráveis feitos militares, incluindo a recordista façanha de derrubar 80 aviões inimigos em combate, o Freiherr, o "Free Lord" ou o ainda o Barão Vermelho, como ficou conhecido por seu avião vermelho e sua origem nobre, é o representante maior de uma maneira especial e diferente de se combater nessa guerra.

Em contraste aos desumanos combates travados em solo, dentro de fétidas e úmidas trincheiras, as batalhas aéreas da Primeira Guerra tinham enorme semelhança com as famosas Justas de Cavalaria da Idade Media. Nessas Justas, realizadas em torneios, o cavaleiro com sua enorme lanças de madeira cavalgava em direção ao seu adversário em arenas de até 300 metros, buscando derruba-lo de seu cavalo e junto com isso a honra e a gloria que a vitória atrelaria ao seus nomes. Não se buscava a morte do oponente (embora não tão raro isso acontecesse). A prova final de sua habilidade e o merecido respeito eram amparados por todo um sistema e um código de honra que regulava suas ações, descritos em parte na honra e no respeito aos adversários.

Se recuarmos a Roma antiga, dentro do Coliseu cerca de 70 mil pessoas se reuniam para presenciar diversos jogos cuja principal atração era a famosa batalha entre gladiadores. Há um aspecto interessante que muitas vezes passa despercebido quando se fala dessas batalhas. Embora nesse caso a margem de mortos fosse consideravelmente maior que numa Justa Medieval, uma grande parte desses combatentes vencia na verdade, pelo cansaço. Eles lutavam tão avidamente, por tanto tempo e muitas vezes com armaduras tão pesadas, que a batalha terminava não quando alguém era levado a morte, mas quando exausto, dizia que não agüentava mais e pedia pra parar (De forma semelhante como viria a fazer um lutador de Jiu-Jitsu imobilizado no tatame, ou um novo recruta quando treinado pelo implacável Capitão Nascimento). No final, cabia ao público e ao imperador decidir pela vida ou morte do derrotado.

Essa decisão normalmente se baseava no quanto o publico compreendia que aquele oponente, mesmo que derrotado, tinha lutado ou não com bravura e habilidade. Se a resposta fosse positiva, um sinal positivo era feito com o dedo polegar e sua vida era poupada, no melhor estilo Big-brother. Vale aqui destacar que, apesar da diferença da gravidade da problemática em análise, existe um profundo abismo entre os critérios culturais e morais na análise e julgamento utilizados pelo público, em relação a nossa televisiva versão contemporânea.

As batalhas dos pilotos da primeira guerra tinham também seus códigos. Por exemplo, nunca se atirava num piloto que perdesse o combate e pulasse com um pára-quedas de seu avião. Uma vez este derrubado, a batalha estava ganha e não havia mais razão para se continuar a perseguição. Alguns diriam que os generais que ficavam no solo se
aborreciam profundamente com esses sistemas e essas batalhas, dizendo que os pilotos seriam muito mais úteis bombardeando os campos inimigos do que travando esses duelos pessoais.

O episodio do enterro de Manfred Von Richthofen é descrito como uma homenagem digna de um herói. Celebrada em solo inimigo, por combatentes dos exércitos inimigos. Centenas de pilotos compareceram e comenta-se ainda que vários deles chegaram a chorar na cerimônia. Certamente, esses pilotos "marchavam ao som de um outro tambor".

Penso que talvez exista mesmo alguma razão no pensamento que diz que "os mortos governam os vivos". Ou quem sabe, apenas existam alguns princípios que no fundo governem os dois...

No dia 01 de fevereiro de 2009 fui alegremente surpreendido por um singelo episodio no esporte mundial. Na sua devida proporção, especificidade e claro, imerso na implacável piscina da sua temporalidade. No mesmo instigante principio esse episodio na verdade, foi o que se inspirou toda essa reflexão.

Não diria que sou um grande fã desse esporte... Mas certamente, fiquei fã desses caras.
Fica aqui o episodio (endereço do you tube) nas palavras deles mesmos. Eu não poderia fazer melhor...



(Este texto acima é de autoria do Tercio (o filho historiador) que não tem - ainda - um blog. Aliás, quem tem também um blog é o Emilio Neto (o filho teólogo) que por coincidência, escreveu sobre o mesmo assunto, motivado pelo mesmo evento. o texto se chama Rivalidade, Agonia e Maestria. Clique aqui para parte 1. Vale a pena dar uma conferida. Honra ainda é importante...)

26 de set. de 2008

Nós na América (parte III): O OUTONO

Encontramos o Outono no tempo do calendário, mas ainda não no tempo que estamos vivendo aqui. O Verão resiste, parece hesitar em ceder seu lugar, como muitos conhecidos nossos fazem ao longo do tempo, agarrados ao que não mais podem ter ou ser. Principalmente os que se agarram ao poder!
Aqui, as árvores parecem iguais, ainda verdes... só com muita atenção se descobre as primeiras folhas mudando de cor; já ocorrem quedas em maior quantidade, auxiliadas por um vento que cresce nos ouvidos e nos cabelos dos que têm. Mas o Outono, oficialmente no ar, ainda não mostrou sua face real. Nem expulsou o calor, nem trouxe, como numa compensação, a beleza da plumagem colorida para enfeitar a natureza. Fosse no Brasil e diríamos que a nova estação ainda não “pegou”. Como ocorre com algumas leis!
Mas tudo é uma questão de dias. Mais ao norte, a estação já é mais perceptível. Na verdade estamos na metade sul do hemisfério norte.
Na nossa vida também é assim: muda-se de estação inexoravelmente, mesmo que tentemos nos agarrar ao passado. Ou segurá-lo em um presente efêmero
.

25 de set. de 2008

Nóis na America, parte 2 - o COMISHATO

Passamos a alfândega americana na sexta feira (19.09.08) pela manhã. A viagem pela Delta foi tranqüila apesar de ser mais uma empresa aérea com o viés de reduzir o espaço entre os bancos, como se população do mundo estivesse encolhendo e não o contrário. Ainda assim, a viagem seria mais tranqüila se um dos comissários, um sorridente e gorducho japonês, não insistisse em passar instruções em idioma japonês, a cada 5 minutos, Deus sabe pra quem! Afinal, era um vôo São Paulo–Atlanta. Instruções em inglês e numa língua que eles pensam ser português, é admissível. Mas, interromper 14 vezes a primeira hora de vôo (e o filme, Indiana Jones III) para intermináveis blá-blá-blás em idioma nipônico, despertou o espírito ninja tornando difícil conter o desejo de, ao grito de BANZAI, esganar o chato do Comishato, digo, Comissário. Bem, nada impediu o Tercio de dormir 8 e meia das nove horas de vôo (excelente companhia!!!). Passei algumas horas lendo o Código da Vida, do Saulo Ramos (depois eu conto)...Vida que segue. Na sexta ao meio dia, depois de passar por Atlanta, chegamos a Miami, que fica ao norte do Caribe... mas isso é outra história.

17 de set. de 2008

É nóis na America...

Lá vamos nós (amanhã, 5a.feira 18), Tercio mais eu, no rumo norte, de encontro a algum resto de furacão (Ike medo!), prontos para assistir o Outono nascer. E principalmente, para abraçar Anelise e Emilio... (suspense) ... e a Sapeca, claro! Partimos 5a.feira, 18.09.
Pra quem não sabe: Tercio, o companheiro de viagens, é o filho que mora no quadradinho do DF; Emilio (meu homônimo) é outro filho, o mais velho, habitante temporário do Mississippi (com 4 esses; 4 is; 2 pês) marido da Anelise. E a Sapeca (Sassá pros mais íntimos), é uma cachorrinha linda de morrer que cuida do casal mississipento.
Recentemente o casal foi ameaçado (sem que a ameaça se cumprisse) por alguns furacões, mas os dois estão temendo, mesmo, é o Tercio e sua fome animal, sua cantoria desenfreada e loucura permanente. Mas é gente boa!
A gente começa por Miami, vulgarmente conhecida como capital da América Latina, depois voa para Jackson, Mi. (Catarina, peninha que vc num vai desta vez. Ano que vem, coast to coast...).


De vez em quando a gente volta aqui pra contar a história...