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26 de nov. de 2011

Natal na Regent Street

Voltar a Londres, pela segunda vez no mesmo outono, é um presente de Natal, mesmo que, nas circunstâncias, tenha ocorrido em outra viagem a serviço e apenas de passagem para o Brasil depois de uma estada na África.
Foram pouco mais de 24 horas em Londres mas que ofereceram a oportunidade de caminhar no frio ainda suave - para alegria dos londrinos - próximo dos 10 graus e sem chuva. Claro que daqui a uns poucos dias a barra vai pesar, o frio vai ser pesado, neve pode cair entre as chuvas a que os britânicos já são acostumados.
Mas nessas duas curtas passagens por Londres, em novembro de 2011, o tempo foi generoso com o nosso pouco tempo na cidade (sempre "tempo x tempo", ou "time x weather"). Os parques continuam lindos, as folhas ainda cobrem as ruas e calçadas e a Regent Street, onde as grifes habitam verdadeiros palácios arquitetônicos, resplandece. É, Londres é uma festa, sempre...

7 de jul. de 2011

ALGUMAS IMAGENS DE DUBAI

Todo mundo sabe que em Dubai está o edificio mais alto do mundo, o Burj Al Arab. De seu mirante a mais de 500 m de altura, se vê essa paisagem quase veneziana de casas e edificios cercados de uma grande quantidade de águas. Ficam aos pés do Burj e compõem o Dubai Mall considerado o maior shopping center do mundo.

(CLIQUE SOBRE AS IMAGENS PARA AMPLIAR)



No interior dos shoppings, luxo e criatividade. À esquerda o Dubai Mall.
À direita e abaixo, imagens do Mall of the Emirates







Até uma estação de esqui na neve se pode encontrar no Mall of the Emirates, bem no deserto onde a temperatura externa preponderante é superior a 40 graus. A Ski Dubai é parte do shopping.






Os hoteis são muitos e luxuosos. Aqui o Burj Al Arab Hotel, em Jumeirah (praia), sua arquitetura única e seu interior luxuoso. Os preços são bem razoáveis na maioria desses hoteis (exceto esse ai das fotos, um dos mais caros do mundo)





A arquitetura urbana é um dos pontos que mais chamam a atenção em Dubai, com prédios ousados e diferentes, às vezes compondo uma paisagem "futuristica". As fotos ao lado foram sacados do alto do hotel Shangri-lá.

11 de jun. de 2011

Viagens - Aeroportos

Hesitei bastante, pela repetição, mas decidi contar que em março último voltei à China, pela terceira vez em pouco mais de seis meses. Parece carma! Novamente a serviço, novamente via Dubai, novamente uma canseira imensa e um aprendizado maior ainda.

Dessa vez, em face à proximidade da Copa do mundo, das Olimpíadas e outros eventos, menos votados, mas também internacionais ( Rio + 20, Olimpíadas do Exercito, etc.), andei prestando mais atenção aos aeroportos, a começar de Cumbica (Guarulhos, SP) que nos surpreende a cada passada por lá: os deuses do caos devem fazer dali o seu "point", seu local de paquera, lugar de jantar e passeio. Nem precisa descrever porque quem passou por ali, uma vez que seja, já sabe como é. Parece que nada funciona direito ali!

Dubai nem pode ser considerado um exemplo porque seu aeroporto luxuoso, rico, deslumbrante, (imagens à sua esquerda) não pode e nem deve ser replicado em um País como o nosso ainda carente de muita coisa. Está além do sonho... Mas o aeroporto de Pequim (imagens à sua direita), construido sem luxo e em grandes, enormes, imensas dimensões, pode ser uma boa referencia para o Brasil porque, longe do luxo de Dubai, ganha em eficiência e funcionalidade. Um exemplo: chegamos com nosso imenso Airbus A 380 da Emirates, simplesmente o maior avião em operação no mundo e fomos recepcionados com 3 fingers (que se acoplaram à aeronave em 2 ou 3 minutos) para dar rápida vazão aos mais de 500 passageiros. Em 10 minutos após o pouso estávamos entrando em um trem que, em alta velocidade, nos levou a outro ponto do aeroporto em cinco minutos, onde (acredite!!!) as nossas malas já nos esperavam. Pareceu mágica... Imigração e aduana rapidíssimos e, menos de meia hora depois do pouso, estávamos na rua, a caminho do hotel, passando por muita neve acumulada nos dias anteriores e a China de sempre. Pessoas treinadas, organograma e fluxograma eficientes.

Dubai tem um aeroporto grande e luxuoso; o de Pequim é muito grande e não é luxuoso. Chega a ser simples, mas bastante confortável. Mas o que eles têm em comum é o "software", digamos assim, referindo-nos à eficiencia na operação dos terminais. Mais importante que serem grandes ou pequenos, luxuosos ou simples, fica claro que é fundamental que funcionem e bem. Que cada trabalhador saiba o que fazer, com eficiência e rapidez. Que não se percam duas horas na fila da imigração - como é comum ocorrer em São Paulo - nem haja fila para uso de banheiros sempre sujos e quebrados e/ou sem papel. Que não tenhamos que entrar em uma fila de 20 pessoas para tomar um café mais caro que em qualquer outro lugar do mundo, acompanhando um pão de queijo a preço de camembert.

Imagino que seja possível construir novos galpões, novos fingers, novos balcões de check-in, etc., a tempo para os grandes eventos que se aproximam (por mais que ache que merecemos as melhoras, independente de copas e olimpíadas), mas o que se precisa investir muito, desde já, é na operação, no treinamento de pessoal, na elaboração dos fluxos de operação e controle, no "software" dos aeroportos.

15 de jan. de 2011

DEJA VU EM DUBAI

Tem uma coisa em Dubai, até prosaica, mas que, no fim, é o que mais emociona na visita àquela terra. Um mirante, no alto do Burj Kalifa Bhin Zaid (o tal do prédio mais alto do mundo) quando apontado para a cidade de Dubai, dá a opção de se ver, através de suas lentes, imagens do passado, como era aquele lugar décadas atrás. Do tipo “antes e depois”, sendo que o “depois” é uma simples vista natural do estágio atual.

Como no filme DEJA VU, na cena em que Denzel Washington em louca carreira de moto fica com um olho no passado – por meio de um equipamento especial – e outro no presente, até para poder dirigir pelas ruas da cidade. E é importante não esquecer o passado, até porque somos sua conseqüência...

(Valeu a lembrança, Marden)

11 de jan. de 2011

A 380 - QUE AVIÃO !!!

Voar no A-380, o maior avião do mundo, é uma experiência inesquecível. A começar pelos 3 "fingers" ou pontes, necessários para colocar todos os passageiros para dentro (e depois para fora) sem uma perda de tempo absurda se fosse um só, como se usa para os demais aviões. Portanto, já o aeroporto requer um preparo especial para acomodar o 3-80ão.. Nesses da Emirates que utilizamos, todo o andar superior contem as poltronas da Primeira Classe e da Executiva. Na parte de baixo fica a classe econômica, ou turística. Na configuração da Emirates (dado sujeito a confirmação) acomodam-se 550 passageiros, mas o mesmo avião, se totalmente em classe econômica, pode levar mais de 800 pessoas. Então, imagine agora chegar um monstro desses a um aeroporto brasileiro, tirar todo o povo de dentro, entregar a mala de cada um e arranjar táxis para que cheguem a seus destinos. ai, ai , ai , ai ,ai! E se 10% dos passagens quiserem ir a um banheiro, o caos será instaurado, sem piedade!!!
Esse Airbus é uma estrutura gigantesca. Quando rola na pista para alcançar velocidade e decolar, parece um prédio se movendo lentamente. Quando salta no ar, em movimentos delicados e quase imperceptíveis sem a ajuda visual, transmitem uma segurança como nenhum outro aeroplano, sem trepidar, sem vacilar, sem inclinar, ao menos de forma perceptível. A arrumação de bordo (configuração) é a melhor possível, com poltronas confortáveis, espaçosas, com serviço de entretenimento super completo com filmes, séries, jogos e leituras. Já o serviço de bordo da Emirates fica alguns furos abaixo desse glamour e tecnologia de ponta, com serviçais de bordo não muito atenciosos e comida apenas correta. Compensa, no caso do a A380, um grande bar no fundo do avião, com um ambiente gostoso para papear e esquecer que está voando. Para avaliar o A 380, voamos 2 trechos de 6 horas cada um, ida e volta, entre Dubai e Pequim. Para avaliar a Emirates, acrescentamos dois trechos de 14 horas cada um, entre São Paulo e Dubai. Mas fique tranquilo que ela (a Emirates) não é nem um pouco pior que as aéreas nacionais ou as americanas que atendem o Brasil.

Viagens (VII) - conhecendo DUBAI

Passamos por Dubai, nos Emirados Árabes Unidos-EAU na ida e na volta da viagem à China. Na ida, apenas a visão do aeroporto de tamanho descomunal, onde o conjunto das salas vip já é maior que o nosso aeroporto de Cumbica inteiro. Um luxo! Na volta, como chegamos no sábado, optamos por passar o fim de semana (sem custos para o empregador, claro) conhecendo um pouquinho de Dubai. Estavamos dois do Ministerio da Fazenda: Marden e eu (na foto dentro do avião).

Dubai é um dos sete emirados (unidos) e a cidade mais populosa deles, com aproximadamente 2.2 milhões de habitantes. Quer dizer, a população do Uruguai, ou, um pouco menos que Brasília. A cidade de Dubai está localizada ao longo da costa sul do Golfo Pérsico, na Península Arábica, na Ásia.

Dubai é um conjunto de obras faraônicas (como lá não tem faraó, talvez devêssemos chamá-las "emirônicas", já que se trata de um emirado), prodígios de verdade, no meio de um deserto e a beira mar. Cidade internacional, com trabalhadores oriundos de mais de uma centena de países (um dos orgulhos locais), mescla visitantes exóticos (gente do Brasil, por exemplo) em trajes sumários com senhoras no tradicional recato que lhes impõe o uso das burcas.

Shoppings e Malls luxuosíssimos - um deles tem uma estação de esqui (foto abaixo à direita) onde neva e se pode escorregar num trenó, ou esquiar, mesmo que lá fora a temperatura chegue a 50 graus - onde se pode comprar tudo (ou quase tudo) de qualquer lugar do mundo (ou de quase todos...).

Uma das visões mais impressionantes de Dubai, sem dúvida, é o Burj, Kalifa, o edificio mais alto do mundo, com um mirante (acessível por elevador, que ninguém é de ferro) a 550 m de altura. Verdade que se avista muito mais deserto e mar que qualquer outra coisa, mas que impressiona, impressiona! Impressionam também as ilhas artificiais, uma compondo uma imagem de uma palmeira, outra desenhando um mapa mundi, mas que não se admira plenamente desde o chão (ou mesmo do mirante lá do Burjão), mas se revelam magnificas vistas do avião (primeira foto no alto à esquerda - clique para ampliar). Nelas se constroem casas para milionários de qualquer parte do mundo.

A hotelaria é de primeiríssima linha e os preços são acessíveis, ao menos na época em que passamos por lá (outubro, baixa estação). E apenas nos hoteis se pode tomar bebidas alcoólicas, porque nos restaurantes de rua ou nos shoppings, álcool zero. Restaurantes também excelentes, principalmente nos hoteis, a preços mais baixos que no Brasil, para dizer o mínimo.

O calor é brutal. Na prática há que se tentar passar a maior parte do tempo em áreas com ar condicionado, ou seja, nos interiores de hoteis, shoppings, restaurantes, etc.

O que mais gostei? Fácil: no trecho Dubai-Pequim, na ida e na volta, viajamos no A380, o maior avião do mundo. Mas isso vale outro post!

(clique sobre as fotos para ampliar)


10 de jan. de 2011

O aquário em Dubai - caminhando entre os peixes

Todas as fotos deste post (clique sobre elas para ampliar) foram tiradas no aquário do Shopping Dubai.

Diferente da maioria, nesse aquário, em especial, existe um túnel transparente que o atravessa e nos permite ver os animais marinhos acima e ao lado,
não raro dando a assustadora impressão que um tubarão ali nos olha com segundas intenções.

Aquela região desértica, como bem sabemos, não é pródiga em belezas naturais (para dizer o mínimo) e aqueles que tentam transformar a área em polo turistico desenvolvem esse tipo de atração para compensar, muitas vezes com sucesso. É assim que a cidade dispõe também de um centro de esqui na neve, um aparente contrasenso para um caliente deserto, mas já mostramos essa verdadeira travessura em outro post. (http://emiliogarofalo.blogspot.com/2011/01/viagens-vii-conhecendo-dubai.html).

Da mesma forma, compõem esse contexto hotéis magnificos, ilhas artificais onde estão algumas das mais ricas mansões e alguns dos mais belos hoteis do universo, o edificio mais alto do mundo e seu estoanteante mirante a mais de 500 metros de altura e muitas outras construções.

Mas o tal aquário é impressionante e caminhar por seu interior, vendo e sendo visto (a impressão que dá, às vezes, é que os peixes vão ali ver os humanos, é uma experiência magnífica. Recomendo!
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9 de jan. de 2011

Viagens (6) - De volta à China, quatro meses depois

Novamente a trabalho, novamente a China, apenas quatro meses depois da viagem anterior para lá, mas, desta vez, ao invés de fazer baldeação na Europa, o destino nos levou via Dubai, nos Emirados Árabes Unidos (que conto em outro post). De lá, direto a Pequim (ou Beijing, que é a mesma coisa). Primeira lição: é looooooooooooooooooooooooonge!!!

Pequim contém as embaixadas e representações, o que a torna uma cidade descolada, poliglota, multinacional. É uma cidade planejada, organizada e com um trânsito inesperadamente caótico,
principalmente pela pouca intimidade dos habitantes locais - especialmente taxistas - com as regras mais simples de transito... Quem acha selvagem o motorista paulistano ou carioca, vá viver as emoções de tomar um táxi - aliás, muito barato - em Pequim: "é emoção pra valer"!

A comida é internacional. Acha-se restaurantes italianos, franceses, espanhóis e "até" restaurantes chineses na cidade. Come-se bem e pela metade do preço que se paga em Brasília. Pontos turísticos, além de uma parte da Grande Muralha que está razoavelmente próxima do centro de Pequim, tem a Cidade Proibida (olhe, tem mais pagodes na Cidade Proibida que em fim de semana no Rio). Cada teto amarelo ai na foto ao alto é um pagode. Tem pagode, pagodinho e pagodão, porém com muitas histórias e lendas, o que encanta principalmente ao povo chinês, durante séculos impedido de
ali adentrar.

Tem a Praça da Paz
Celestial (Praça Tiananmen), o mausoléu de Mao, as reliquias que sobraram das Olimpíadas, como o Ninho de Pássaro, diversos monumentos importantes, tem Templo do Céu, a Igreja Xishiku, museus e o que mais se espera de uma cidade importante, de uma civilização milenar. No entanto, os brasileiros que lá vão, curtem, de verdade, as "feiras" de produtos chineses de consumo, como nas feiras de importados (da China, claro) que se vê no Brasil. O "Silk Market" ("feira da seda", foto à esquerda), o "Pearl Market" (pérolas) e outras menos votadas, enormes, vendem eletrônicos, óticos, roupas, além de mil e dez bugigangas a preços inacreditávelmente baixos para os padrões brasileiros.

Os hotéis são ótimos e relativamente baratos. Ao preço de um 3 estrelas em São Paulo ou 2 estrelas no Rio, é possível hospedar-se em um belo 5 estrelas na capital chinesa. Bem, é verdade que o câmbio baixo (dólar barato) ajuda muito essa comparação.

Se você está disposto (e possibilitado de) aproveitar esse câmbio para conhecer o mundo, inclua a China, a potência China, no seu roteiro. Vale a visita!
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29 de jul. de 2010

Viagens, parte 5 - Lima do Peru

5 - Lima, Peru, América Latina

Faltou dizer que, antes de Recife, tive a oportunidade de voltar a comer ceviches em Lima, a estranha cidade onde a chuva se recusa a cair e mesmo assim tem mais umidade que Belém do Pará. Praticamente não há telhados em Lima, ou seja, vender telhas por lá não daria camisa a ninguém. As casas são cobertas, claro, afinal há que se evitar o frio, o calor, a poeira e os bandidos que existem em todo o mundo, mas basta uma laje, um plástico, sei lá... Telhas são dispensáveis, assim como aquelas "bocas de lobo" que drenam aguas fluviais (quando não estão entupidas como ocorre normalmente em São Paulo), já que não há necessidade de fazer as tais galerias subterrâneas para escoar a água que (não) vem dos céus.

Há muita história e poesia em Lima, assim como muita vida moderna e espaços como o Arcomar, em Miraflores (o bairro chique de Lima), onde se come frutos do mar enriquecidos por uma magnífica vista do Pacífico. Um fim de tarde ali, especialmente depois de um dia de trabalho, pode dar a sensação que "tudo vale a pena", independente do tamanho da alma (e com o perdão de Fernando Pessoa).

Em uma viagem como essa, remanesce uma certa frustração de não conhecer alguns lugares especiais. Neste caso, do Peru, um dia se deve voltar para conhecer Machu Pichu e outros sítios desse "naipe", até porque uma das graças da vida é conseguir perceber os tempos. E a história. E os rios e os mares que são um amálgama entre terras, povos e tempos.
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27 de jul. de 2010

Viagens, parte 4 - Recife do Brasil

4 - RECIFE

Foi por saudade do Atlântico que permaneci um fim de semana em Recife, em "pleno inverno" de 30 graus (julho de 2010), acompanhado do filho Teco , um habitante de L.A. em férias no Brasil. Logo redescobri que, com o mesmo câmbio (e salário) de Brasília, ali se vive, se come e se bebe muito mais barato que na capital do Brasil e na capital de São Paulo, praças que mais freqüento (entre uma e outra viagem). Bem, acabei ficando com a sensação que, ao lado das maravilhas dali, Recife seria um "lugar barato" para se passar férias, viver e até pra morrer.

Mas, de repente, me dou conta que "Brasilia-Plano-Piloto" (seguida por "São Paulo-Jardins" e "Rio-Zona-Sul") é que são absurdamente caras para se viver, comparando, como tive oportunidade de fazer nas últimas semanas, com lugares como Xangai, Frankfurt, Recife, Pequim, Santo Domingo e Lima. Nenhum desses lugares têm um bife tão caro quanto aquele que se come no triângulo Brasília-Rio-SP, cidades cada dia mais incompatíveis com a renda do brasileiro. Ainda bem que resta todo o Brasil (e o mundo)...

Recife trata bem o nosso Atlântico. Primeiro, o alimenta através dos rios Capiberibe e Beberibe ("que ali se juntam pra formar o oceano", como dizem por lá); depois, delicados arrecifes amansam as águas e alisam o oceano para que chegue calminho às praias dali. Areias limpas e gente simpática...

O tratamento é tão bom que uns tais tubarões frequentam as praias de lá, o que está avisado em diversas placas distribuídas pela orla. Mas, dizem todos, os tais arrecifes são o limite de algum acordo mágico entre o povo e os tubarões, de forma que suas mandíbulas são mantidas do lado de lá.

Coma muito peixe (arabaiana, pargo, dourado) e muita carne por lá. Principalmente a de sol.
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VIAGENS, PARTE 3 (Germânia)


3 - FRANKFURT - Alemanha

A caminho da China visitei e revisitei o banco central europeu, o BCE, ali em FRANKFURT AM MEIN (que os portugueses fazem questão de traduzir para FRANCOFORTE DO MENO), sem deixar de notar – uma vez mais – a organização exuberante e a elegância discreta dos alemães (que, aliás, fizeram bonito papel na copa da África). E confirmei a tese que a mistura de crise européia com euro mais barato deixaram, ao menos essa parte da Europa, “vivível, passeável e comprável”, parafraseando Odorico Paraguaçu. Claro que olhei também o próprio rio Mein (o Meno dos irmãos portugueses, claro), experimentei comidas excelentes, vi gente bonita que não perde a elegância nem mesmo ao chegar a um restaurante pedalando sua bicicleta. Além do rio, vi – lá do alto – o Atlântico de sempre, que não nos separa, mas nos liga à Europa e à África.

Em uma cervejaria típica, peça o "trivial variado" que inclui vários tipos de salsichas, linguiças, joelho de porco (einsbein), costeleta defumada (kassler) e costelinhas de porco...

NA VOLTA VOCÊ SE TRATA E FAZ REGIME!
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(à esquerda o Mein, ou Meno, como gostam os lusitanos de nosso coração)

Viagens, parte 2 - NA VELHA CHINA

2 - CHINA
Um pouco antes da aventura intensa (e barulhenta) da copa do mundo de futebol, fui ver de perto, em cores e ao vivo, depois de imenso passeio aéreo – terras da China, para conhecer o decantado milagre capitalista chinês e as explosivas urbes de Xangai e Pequim. Fui à Xangai Expo 2010, algo que o Google pode descrever melhor que eu, mas resumiria assim: atordoante! Ou "fascinante".
Acho que tantas outras pessoas já contaram as novidades dessa China efervescente, a caminho de algo moderno, estágio ao qual já chegaram milhões de pessoas de lá, mas ainda a ser atingido – um dia – por muitos outros milhões. Nem é o caso de ficar repetindo as histórias! Claro que também vi a China pelas lentes da imprensa que mostra a preocupação do resto do mundo com o avanço chinês e seu sistema cambial de taxa fixa (em relação ao dólar), sem a flutuação adotada por países como Brasil, os europeus, etc. Crêem muitos que o modelo cambial ajuda a China na competição internacional, por deixar seus produtos mais baratos.

Aliás, o que mais se faz (visitantes) na China é comprar, as mesmas bugigangas que se compra por aqui nas feiras de importados e camelôs, deixando para segundo plano a "grande muralha" ou a "cidade proibida" (para ficar nos mais óbvios). Encontra-se de tudo (ou quase), original ou não, mais ou menos caro e, nas feiras populares, o hábito de discutir preço, pechinchar, fingir que desiste da compra, ameaçar ir embora, tudo é usado com a mesma intensidade que na Turquia, para ficar no exemplo mais conhecido do exercicio dessa arte negocial.

Mas, lá na China ("meninos eu vi"), vi o céu poeirento, “da feia fumaça que sobe apagando as estrelas” e vi o mar da China! Os mega-aeroportos e os Jumbos que fazem os voos domésticos. Bandos de bicicletas à margem dos enxames de automóveis. quase tudo MADE IN CHINA.
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VIAGENS, PARTE 1 - O POLVO E A FÚRIA

(1) SEM SAIR DE CASA
Nas últimas semanas tive oportunidades de olhar com atenção alguns lugares do mundo, diferentes pessoas e culturas, por meios também distintos.
Apesar de muito voar (e dormitar em muitos aeroportos), a TV foi a forma usada mais vezes, principalmente para ver o que ocorria nos gramados da África do Sul e, depois, para ver a alegria em terras da Espanha, a Fúria, consagrada campeã! Mas olhei a mesma Espanha também por meio das noticias que contam as dificuldades econômicas (e políticas) daquele país ibérico, nessa quadra do século XXI. E a Espanha não está só nesse imbróglio que acomete outros países já chamados PIIGS, na sigla em inglês, representando Portugal, Irlanda, Itália, Grécia - onde tudo parece ter começado - e “Spain”, a mesma Espanha que ganhou a copa de futebol. Uma das conseqüências foi que o euro ficou mais “barato”, pois se meses atrás era preciso até US$ 1,60 para comprar um euro, após a crise o “preço do euro” caiu para até US$ 1,20, deixando quase tudo na Europa bem mais barato. Ou 25% mais barato.

Mas o melhor da copa das vuuuuuvuzelas (só agora pararam de azucrinar meus sonhos), foi o Polvo Vidente, o Paul, que ademais de prever tudo certinho, ainda escolheu adequadamente a campeã. Dizem até que tem (ou tinha) truque nessa história, mas, verdade ou não, alguém - até mesmo, eventualmente, o próprio polvo - acertou os resultados.
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3 de out. de 2009

VIAJANDO NO BRASIL

Viagem de trabalho: em quatro dias vamos precisar estar em quatro capitais diferentes e voltar ao DF. De avião, vamos despender pouco mais de 10 horas em cinco vôos, mas tive a curiosidade de verificar no Google Map quanto andaria quem fizesse essa viagem por terra e me assustei com a constatação que teria que rodar mais de oito mil quilômetros e, pior, nas estradas do Brasil:

(1) DF-RECIFE: 2.157 km
(2) RECIFE-RIO: 2.321 km
(3) RIO-SP: 444 km
(4) SP-PORTO ALEGRE: 1.152 km
(5) PORTO ALEGRE-DF: 2.078 km

Pelos cálculos no Google Map, esse aventureiro teria que dirigir por 99 horas, ou seja, se dirigisse 10 horas por dia, precisaria praticamente 10 dias só para as estradas, claro, sem que houvesse qualquer incidente ou acidente. E, como se necessita um dia de trabalho em cada cidade, o “tour” exigiria , no mínimo, 14 dias. Mas – se Deus quiser –estaremos de volta na 5a. feira, quarto dia útil da semana.
Isso tudo para lembrar que quem viver num pais com as dimensões do Brasil, não tem como fugir de voar e voar muito. Na Suíça, Suécia, Inglaterra, Japão, Uruguai e na maioria dos países do mundo, é possível se conhecer todos os recantos pátrios sem entrar em um avião. Cá no Brasil, como em 9 ou 10 outros países grandes, claro que também dá, mas tem que viver uma longa vida para dar tempo de visitar tudo.
Resumo da ópera: a Geografia e a História fizeram do Brasil um Pais Grande: cabe a nós a tarefa de fazer dele um Grande Pais. De preferência, com muito trem... e trem bão!
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18 de abr. de 2009

QUE PUNTA

Chega-se a Punta del Leste em duas horas de vôo de São Paulo (alta estação). A opção, quando não há voos diretos, é voar até Montevideo (também duas horas) e seguir de carro ou ônibus por volta de uma hora. São menos de 100 quilometros de uma estrada simples, porém bem cuidada e a paisagem bastante interessante, com tráfego baixíssimo para os padrões brasileiros. Ainda que os locais se apavorem quando vêm cinco carros próximos, no que consideram um tráfego intenso.
Nunca tivera o desejo de conhecer aquelas paragens por conta de informações que temos mil praias mais bonitas no Brasil e o blá-blá-blá de sempre. Assim, conheci Punta em viagem a trabalho, numa convenção. Bem, tive algumas surpresas iniciais:
- tráfego tranquilo, estacionamento facílimo;
- não há flanelinhas nas esquinas, nem gente querendo "tomar conta"do seu carro;
- não existem pedintes, mendigos;
- não se vê barracos, favelas, invasões (apelidos das favelas em lugares como Brasília);
- farofeiros? Não, exceto alguns restaurantes que montam elegantes tendas na praia e passam o dia a servir, quem desejar, de champagne a frutos do mar.
Passadas as primeiras impressões, e ainda assombrado pela simpatia e profissionalismo dos residentes, começam as novas e surpreendentes descobertas: na área de "mansões" onde ricos de todo mundo têm lindas residências, não existem muros. Nada impede um visitante de, caminhando sem obstaculos, chegar à piscina de alguém, ou participar do churrasco do vizinho. Impossível não pensar nos Jardins em Sampa, ou nas "mansões do lago", em Brasilia (como de resto no Brasil inteiro) em que cada casa mais parece um "forte Apache", um "bunker"com muros de 3 metros (eletrificado no alto), guarita com guarda permanente, sistema de TV e vídeo, guardas particulares nas ruas e o resto você sabe.
O susto maior é quando o convecem que não há criminalidade relevante por ali. Assim é que meninos de 14 ou 15 anos vão para as baladas e voltam com dia claro, caminhando pelas ruas, pegando caronas... e não há noticias assustadoras de assaltos, violências, etc.
Certamente, a natureza deu ao Brasil praias mais belas; mas a parte que coube ao homem, foi feita com mais competência ali, a duas horas de Sampa, mais perto que a Bahia...
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26 de set. de 2008

Nós na América (parte III): O OUTONO

Encontramos o Outono no tempo do calendário, mas ainda não no tempo que estamos vivendo aqui. O Verão resiste, parece hesitar em ceder seu lugar, como muitos conhecidos nossos fazem ao longo do tempo, agarrados ao que não mais podem ter ou ser. Principalmente os que se agarram ao poder!
Aqui, as árvores parecem iguais, ainda verdes... só com muita atenção se descobre as primeiras folhas mudando de cor; já ocorrem quedas em maior quantidade, auxiliadas por um vento que cresce nos ouvidos e nos cabelos dos que têm. Mas o Outono, oficialmente no ar, ainda não mostrou sua face real. Nem expulsou o calor, nem trouxe, como numa compensação, a beleza da plumagem colorida para enfeitar a natureza. Fosse no Brasil e diríamos que a nova estação ainda não “pegou”. Como ocorre com algumas leis!
Mas tudo é uma questão de dias. Mais ao norte, a estação já é mais perceptível. Na verdade estamos na metade sul do hemisfério norte.
Na nossa vida também é assim: muda-se de estação inexoravelmente, mesmo que tentemos nos agarrar ao passado. Ou segurá-lo em um presente efêmero
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25 de set. de 2008

Nóis na America, parte 2 - o COMISHATO

Passamos a alfândega americana na sexta feira (19.09.08) pela manhã. A viagem pela Delta foi tranqüila apesar de ser mais uma empresa aérea com o viés de reduzir o espaço entre os bancos, como se população do mundo estivesse encolhendo e não o contrário. Ainda assim, a viagem seria mais tranqüila se um dos comissários, um sorridente e gorducho japonês, não insistisse em passar instruções em idioma japonês, a cada 5 minutos, Deus sabe pra quem! Afinal, era um vôo São Paulo–Atlanta. Instruções em inglês e numa língua que eles pensam ser português, é admissível. Mas, interromper 14 vezes a primeira hora de vôo (e o filme, Indiana Jones III) para intermináveis blá-blá-blás em idioma nipônico, despertou o espírito ninja tornando difícil conter o desejo de, ao grito de BANZAI, esganar o chato do Comishato, digo, Comissário. Bem, nada impediu o Tercio de dormir 8 e meia das nove horas de vôo (excelente companhia!!!). Passei algumas horas lendo o Código da Vida, do Saulo Ramos (depois eu conto)...Vida que segue. Na sexta ao meio dia, depois de passar por Atlanta, chegamos a Miami, que fica ao norte do Caribe... mas isso é outra história.

17 de set. de 2008

É nóis na America...

Lá vamos nós (amanhã, 5a.feira 18), Tercio mais eu, no rumo norte, de encontro a algum resto de furacão (Ike medo!), prontos para assistir o Outono nascer. E principalmente, para abraçar Anelise e Emilio... (suspense) ... e a Sapeca, claro! Partimos 5a.feira, 18.09.
Pra quem não sabe: Tercio, o companheiro de viagens, é o filho que mora no quadradinho do DF; Emilio (meu homônimo) é outro filho, o mais velho, habitante temporário do Mississippi (com 4 esses; 4 is; 2 pês) marido da Anelise. E a Sapeca (Sassá pros mais íntimos), é uma cachorrinha linda de morrer que cuida do casal mississipento.
Recentemente o casal foi ameaçado (sem que a ameaça se cumprisse) por alguns furacões, mas os dois estão temendo, mesmo, é o Tercio e sua fome animal, sua cantoria desenfreada e loucura permanente. Mas é gente boa!
A gente começa por Miami, vulgarmente conhecida como capital da América Latina, depois voa para Jackson, Mi. (Catarina, peninha que vc num vai desta vez. Ano que vem, coast to coast...).


De vez em quando a gente volta aqui pra contar a história...