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26 de nov. de 2011

Natal na Regent Street

Voltar a Londres, pela segunda vez no mesmo outono, é um presente de Natal, mesmo que, nas circunstâncias, tenha ocorrido em outra viagem a serviço e apenas de passagem para o Brasil depois de uma estada na África.
Foram pouco mais de 24 horas em Londres mas que ofereceram a oportunidade de caminhar no frio ainda suave - para alegria dos londrinos - próximo dos 10 graus e sem chuva. Claro que daqui a uns poucos dias a barra vai pesar, o frio vai ser pesado, neve pode cair entre as chuvas a que os britânicos já são acostumados.
Mas nessas duas curtas passagens por Londres, em novembro de 2011, o tempo foi generoso com o nosso pouco tempo na cidade (sempre "tempo x tempo", ou "time x weather"). Os parques continuam lindos, as folhas ainda cobrem as ruas e calçadas e a Regent Street, onde as grifes habitam verdadeiros palácios arquitetônicos, resplandece. É, Londres é uma festa, sempre...

9 de nov. de 2011

OUTONO EM LONDRES

Neste ano da graça de 2011 tive a honra de conhecer o Outono de Londres. Já tinha uma paixão imensa pela cidade, a "velha e pérfida Albyon" que conheci muitas vezes no Verão, na Primavera e até no Inverno. Mas não conhecia seu Outono (apesar de minha fixação pelos outonos do hemisfério norte).

Estive lá neste começo de novembro, pisando nas folhas coloridas, secas - por terem sido descoladas das árvores - e úmidas - por conta do clima que as umidifica todo o tempo - que cobrem as calçadas.

Mas mesmo nas calçadas sujas há uma graça especial, diferente da sujeira comum. Há um perfume frio de flores ressequidas, um aroma de folhas mortas, não como se sente em um processo de morte como um fim, mas como início da transformação que se segue ao inverno; e do qual cada estação é parte indispensável. Não há inverno sem um outono a preparar os caminhos...

Vi também seus parques de beleza reconhecida mas que, nesta época, são repintados pelo tempo e pelo tempo.
São muitos tempos que se amalgamam.
A fusão das folhas que adentram a terra para adubar as novas folhas que nascerão na primavera.