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6 de out. de 2011

E CHOVE NO CERRADO...


Ficamos uns 100 dias sem chuva no Distrito Federal. A chuva não seguiu a regra de voltar pra nós junto com a Primavera em 22 de setembro e só veio dar as caras quando outubro já mostrava seus ares. Ainda assim, choveu apenas um dia como que a nos lembrar o que é chover...
Mas nesta semana, a partir do domingo 02 de outubro, temos tido chuva em abundância. Afora os acidentes de trânsito que se multiplicam nessas primeiras chuvas (muita agente aprendeu a dirigir na sêca, sem pista molhada e lisa, outros não cuidaram dos freios e assim por diante), tudo fica uma maravilha: ar gostoso de respirar, temperatura boa de dormir (de noite) e até para trabalhar.
Agora falta pouco. Continuando assim, mais uma semana e estaremos todos preguejando contra a chuva que não para e impede nossos churrascos, corridas e passeios ao ar livre. Somos uns eternos insatisfeitos.

2 de out. de 2011

De olho em Brasilia


Na ultima sexta feira, ultimo dia útil de setembro, quem estava em Brasilia foi surpreendido - bem no meio do dia - por um grande olho (zóião) que surgiu no céu, ou no sol. Todo o interior do sol estava enegrecido, de forma que o circulo externo do astro-rei se destacasse, formando um espetáculo lindo e inesperado que chegou a assustar muita gente e a encantar muitos mais.

Segundo um especialista da UNB ouvido pela midia, esse aro (HALO) resulta do posicionamento do sol, juntamente com a atmosfera funcionando como uma lente e as gotículas de água na troposfera (camada inferior da atmosfera).


Certamente as interpretações fantasiosas e poeticas, são muito mais interessantes

6 de jul. de 2011

De novo os ipês, antecipando a florada

Essas fotos, todas as quatro, foram sacadas por mim, em setembro passado, na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, exatamente em frente ao Ministério da Fazenda.

Elas mostram que nem a burocracia, nem o concreto pesado de Niemeyer rompendo o cerrado, conseguem disputar em beleza com os ipês que, ali plantados, não se fazem de rogados e demonstram toda sua graça e beleza no arrebol do inverno do planalto central.


Poesia concreta ou revolta discreta, a preponderante beleza das árvores por certo reduz a graça da arquitetura humana, mas, humilde, a natureza aceita a presença dos edifícios quadrados e dos burocratas sem forma, além dos carros nervosos que empanturram o lugar. A composição é bonita...
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No ano passado, já no primeiro dia de agosto, nosso texto dizia:

"Foi dada a largada para o mês de agosto e, cá no planalto central, a seca, mesmo que normal nessa época do ano, está forte, mais forte que o usual, castigando as pessoas e a paisagem. Porém a vaidosa natureza, faz florir ipês nessa época, salpicando o cenário com uma beleza única. Primeiro foram os ipês rosa (que muitos insistem em chamar de roxo... mas que são cor-de-rosa - ao menos na "classificação masculina das cores" - isso são!). Durante todo Julho enfeitaram a secura cinzenta da paisagem urbana, contra o céu azul ponteado de nuvens que não desabam... "

1 de ago. de 2010

IPÊS NO CERRADO

Foi dada a largada para o mês de agosto e, cá no planalto central, a seca, mesmo que normal nessa época do ano, está forte, mais forte que o usual, castigando as pessoas e a paisagem. Porém a vaidosa natureza, faz florir ipês nessa época, salpicando o cenário com uma beleza única.
Primeiro foram os ipês rosa (que muitos insistem em chamar de roxo... mas que são cor-de-rosa - ao menos na "classificação masculina das cores" - isso são!). Durante todo Julho enfeitaram a secura cinzenta da paisagem urbana, contra o céu azul ponteado de nuvens que não desabam. Durante o período de seca há muitas ocasiões em que somos capazes de apostar no "hoje chove", mas fica nas aparências.

Nessa passagem gregoriana de Julho pra Agosto, o tom rosa dos primeiros adereços da natureza entra em extinção e surgem, em meio à paisagem seca, ipês amarelos, talvez os mais bonitos entre tantos. E com um toque patriótico na ausência do verde que a falta de água, temporariamente, acinzentou.
Não se pode esquecer que é Inverno no Cerrado.

23 de out. de 2009

50 ANOS! TE ASSUSTAM?

2009: No ano em que Roberto Carlos, de muitas guardas atrás (quase todas jovens), completa 50 anos de carreira, ocorrem outros interessantes cinqüentenários: volta e meia é noticiado o 50o.aniversário de alguém ou de alguma coisa, seja uma boneca, uma atriz, um ator, um filme, um automóvel... Aliás, este ano já começou com os 50 anos da revolução de Castro, em Cuba, comemorados em 01.01.2009.
Confesso que já passei essa marca e, olimpicamente, gasto algum tempo a acompanhar o susto que muita gente sente ao se aproximar, chegar e ultrapassar a marca de meio século de vida, uma marca que, poucos anos atrás, era tida como o tempo de vida de um "velho", conceito em rápido processo de mudança. Hoje, chega-se aos 50 com "tudo em cima", cabeça boa, mas - principalmente - com um horizonte amplo, uma vida ainda a ser vivida pela frente. Uma rápida pesquisa nos googles da vida e encontro um monte de neo-cinquentões(onas) que vale a pena lembrar.


MICHELLE PFEIFER
Michelle Pfeifer, na opinião de muitos a mais bela atriz do cinema, já chegou aos 50. Parece, a você, uma velhota amarrotada, carcomida e fazendo crochê enquanto espera o caixão? Além de tudo, compare-a com alguns anos atrás: bela menina...bela mulher!



CARROS ÍCONES: MINI-COOPER E O VELHO FUSCA

Ai está um velho MINI COOPER (aliás, o primeiro), um dos melhores carros do mundo que, recentemente, chegou ao Brasil (caríssimo) e provoca filas de compradores inclusive no velho continente. Nasceu em 1959, ano em que também se iniciava (50 anos atrás, claro) a linha de montagem do fusca no Brasil. Para muitos, nasceu naquele ano a indústria automobilística brasileira.

"SAMANTHA" e MADONNA
KIM CATRAL, a Samantha, do chato "Sex In the City", também é cinquentona. Com três casamentos no currículo, ainda tem seu fã-clube no mundo todo e anda com"tudo em riba".

A incansável MADONNA - agora acompanhada de um bailarino brasileiro - chegou aos 50 enfeiada apenas pelo excesso de musculação, mas mantendo uma energia de menina-atleta.
Ainda arrasta multidões quando ocupa os palcos, em qualquer lugar do mundo.




A BARBIE

A boneca Barbie (na foto, transformada em uma cinquentona, "só de saca", diria o Tércio) mantém-se objeto de desejo de crianças em todo mundo, mesmo tendo nascido em 1959.

O BIDU (DA TURMA DA MÔNICA) E O GAULES ASTERIX
Bidu, o cãozinho azul, precursor da Turma da Mônica, de Mauricio de Souza, teve sua primeira publicação em 1959, ano que também surgiu para o mundo o simpático gaulês ASTERIX, criado por Gosciny e Uderzo. Adoráveis cinquentões!


BEN HUR, O FILME
Um dos grandes filmes épicos da história de Hollywood foi lançado em 1959: BEN HUR. Ainda hoje se pode assistir à película como uma mega-produção de uma história do 1º século da era Cristã (Judah Ben Hur chega a encontrar-se com Jesus em uma passagem rápida da trama). Charlton Heston, Jack Hankins, Hay Harareet,Stephen Boyd e outros compõem um elenco espetacular; a ser revisto!
50 anos depois...


CRISTIANE TORLONI e MAITÊ PROENÇA
A cinquentona Cristiani Torloni não pode ser esquecida em qualquer lista de belas aos 50.
E Dona Beja, encrencada com os coronéis de seu tempo, talvez tenha inspirado Maitê Proença em sua encrenca com os portugueses que vimos alguns posts atrás. Mas é outra bela aos 50.

UMA ARGENTININHA MARAVILHOSA: MAFALDA

E você acredita que MAFALDA, essa espevitada, criação do argentino Quino também já chegou aos 50? Diz-se que ela é realmente uma heroína "iracunda que rejeita o mundo assim como ele é". Mas Mafalda terá para sempre sete anos, vivendo em Buenos Aires.
"Ela odeia sopa e o racismo e se preocupa com a política."

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SLEEPING BEAUTY e IMITATION OF LIFE
Mais dois inesquecíveis filmes de 1959: A BELA ADORMECIDA, em formidável desenho animado dos Estúdios Disney e um dos dramas que fizeram mais gente chorar em frente à telona em todos os tempos:
IMITAÇÃO DA VIDA (imitation of life), um dramalhão com Lana Turner, John Gavin, Sandra Dee, Robert Alda e grande elenco (como se costumava dizer)

MICHAEL JACKSON
Michael Jackson morreu, bestamente, não por culpa da idade, mas por falta de idade em sua cabeça, que se recusava a enfrentar o tempo, também na faixa de 50 anos


BRASILIA – DF: A CINQUENTONA DE 2010
Brasília, DF, Capital do Brasil ainda não chegou lá, mas já no próximo 21 de abril (2010) se torna cinquentona e, por hora, se dedica de corpo e alma a se preparar para a festa:

21 de ago. de 2009

CHUVA NO CERRADO

Choveu em Brasília, em pleno 21 de agosto, pelo menos um mês antes das primeiras chuvas esperadas para encerrar a seca nossa de cada ano. Já há quem atribua essa precipitação pluviométrica a uma decisão do Presidente Lula, mas até onde alcança nossa pobre sabedoria, é só boato...
O que é verdade absoluta é a alegria de brazilienses e candangos com o fim da secura, mesmo que seja apenas um refresco temporário e que volte a secar nos próximos dias, até o final de setembro. A questão é que, quanto mais tempo fica a secura, pior as pessoas se sentem.
Assim, que nos perdoem os que estão mais ao sul com os picuás cheios de tanta chuva e frio por ai. Somos solidários, mas sejam conosco também e deixem um pouco de água aqui pro Cerrado.
ATUALIZAÇÃO: CONTINUA CHOVENDO. SÁBADO 22, VOLTANDO DE GOIANIA, QUE CONTINUA SECA (MUUITO SECA) MAIOR TORÓ NA CHEGADA AO DF. UMA DELICIA!!!!

10 de ago. de 2009

ESTAÇÃO DO IPÊ

Antigamente se dizia que no Distrito Federal o ano tinha só três estações: da Seca, da Chuva e do Trem. Quem conhece a Brasília de hoje sabe que, nesse pedaço do Brasil, restaram só duas estações: a da Seca e a da Chuva. A do Trem, a cobiça e a burrice desativaram. Estações do metrô andam a passo de cágado (cuidado com o acento) e, de mais a mais, servem para fazer piada, mas não aportam poesia a um texto de "um" que lamenta a falta das estações que mais gosta: Outono e Primavera.
Mas esse começo de estação da seca tem um "que" de Outono, porque caem as folhas da maioria das árvores, secam os gramados e mudam as cores. Mudam de verde para cinza e marrom, exceto por um pequeno milagre que vem da mais profunda e mística essência de Brasília: as flores amarelas dos ipês que trazem um "que" de Primavera. Enfeitam as paisagens da cidade, em contraste com o intenso azul do céu, como o capricho de uma mãe bordadeira que enfeita a barra do vestido de debutante da filha única.

Ao invés de estação da Seca, acho que podemos promover esse tempo, em Brasília, a Estação do Ipê Amarelo
com céu azul. Azul de anil.

Seca no Cerrado

Sinto sedento secar o Cerrado:
Secam o solo, os servos, os seios!
Sinto o suspiro do sol assanhado
Sugando suores, sonhos, anseios...

Secam serras serenas, seculares,
Singra o sangue ao sul do seu ser
Ceifando soja, sorgo, sonhares...
Silenciando sutil seu sobreviver!

Sinto o cerrado seco, sugado
Insolência do sol! Insensato, senil!
Sede de sangue, do seu sopesado
Silêncio, sagaz, solitário, sutil...
-///-

30 de abr. de 2009

VOLVER

Foi uma "viagem solo" esse retorno ao Distrito Federal; mas não significa que vim solitário: a bordo do carro, “eu, o velho Mac e Deus”, parafraseando a belíssima canção sertaneja “eu, a viola e Deus”. E assim acabo confessando que minha viola é meu computador, o Mac. E o Meu Deus é o mesmo dos violeiros e dos “Mac-eiros”.

Deixei São Paulo ouvindo Zizi Possi, no CD "Puro Prazer", que inclui “Volver a los Diecisiete”, de Violeta Parra, claro que sem pretensão de voltar aos 17, mas apenas voltar a Brasília, voltar a trabalhar no Banco Central.

Como diz a canção: “é como decifrar sinais, sem ser sábio competente”. E quase que por ironia, no mesmo CD ela canta também “Torna a Surriento”

(... / Para a terra do amor,

Tem coragem de não voltar?

Mas não me deixe,

não me dê este tormento

Volte a Sorrento!

Deixe-me viver!)

E isso tudo depois de começar o repertório com a Disparada de Vandré: “Prepare o seu coração pras coisas que eu vou contar...”.

Em quase onze horas numa estrada sobra tempo para uma “viagem ao centro do peito”, para meditações infinitas e, em boa parte do tempo, para se queixar das estradas ou do pedágio. Na verdade, a primeira etapa, numa viagem de São Paulo a Brasília, de carro, compreende toda a Bandeirantes (a rodovia) e a Anhanguera até a divisa com Minas Gerais, em Uberaba. Paga-se pedágios até cansar o braço e o bolso. São 7 ou 8 em pouco mais de 400 km. A gente reclama por pagar, mas só até o momento em que enfrenta o trecho de Uberlândia (MG) a Cristalina (GO), passando por Araguari e Catalão, entre outras (o trecho Uberaba-Uberlandia está totalmente duplicado, em boa condições e sem pedágio. Por enquanto!). Após Uberlândia, deixando o Triângulo e seguindo por Goiás, tem tanto buraco que a gente se disporia a pagar o dobro em pedágio desde que pudesse trafegar com um mínimo de segurança e conforto. É um trecho torturante para o carro e para os passageiros.


Mas, ainda assim, vale curtir essa oportunidade de "falar consigo mesmo" que uma "viagem solo"oferece; bater um papo com o espelho retrovisor sem tirar os olhos do que está à frente; repensar os medos e os desafios que os causam, aproveitando o momento para aplainar algumas arestas guardadas no fundo da alma e reconhecer alguns inevitáveis "ataques" que nos dispensarão. Vida que segue (e recomeça) com infinitos pedágios e muito mais buracos que as rodovias federais. Além desses "ataques" que podem vir, com as pedras geradas no fígado e no estômago de quem não gosta de "engolir" a gente...

-

(Volver a los diecisiete / Después de vivir un siglo / Es como descifrar signos / Sin ser sabio competente / Volver a ser de repente / Tan frágil como un segundo / Volver a sentir profundo /Como un niño frente a Dios / Eso es lo que siento yo / En este instante fecundo /Se ve enredando, enredando / Como en el muro la hiedra/ Y va brotando, brotando / Como el musguito en la piedra...)


17 de abr. de 2009

CAMPO DA ESPERANÇA

Brasília, DF, tem algumas características especiais. O cemitério é uma delas. Cemitério? Isso mesmo, lá onde se mora até o infinito! A Necrópole...
Veja que normalmente cemitérios são "da Saudade", "do Redentor", "do Ghetsêmani"(remissão ao local onde se iniciou o sacrifício de Cristo), mas o de Brasília se chama CAMPO DA ESPERANÇA. Democrático, ecumênico e - como se percebe pelo nome - promissor, o campo da esperança brasiliense reserva um terreno igual para cada um, coberto de grama e um identificador padrão, como se vê na foto colorida por visitadores, num desses dias em que se homenageiam os finados.

A cidade nasceu da esperança.
Traqu
inagens à parte, que não ocorrem porque "a capital é Brasília", mas porque "a capital é em Brasília", como já foi no Rio e em Salvador. Pra onde for a capital, a traquinagem vai tentar ir junto... junto com o poder e a chave do cofre.
A cidade vive da esperança dos filhos dos pioneiros que lá chegaram de todos os cantos do País. E mesmo na morte, o Campo da Esperança é referência a uma pós-vida melhor, para os que vão tê-la.

1 de mar. de 2009

AS VERDES FOLHAS DE VERÃO

Agora é de verdade. Meu retorno a Brasilia está próximo, depois de quase 10 anos em São Paulo. Lembrei-me da canção que postei ai embaixo, porque além de reconhecer que há um tempo de voltar, a canção fala das verdes folhas de verão e a Capital Federal está entre as cidades mais verdes do Brasil (pelo menos na estação das chuvas). Na foto acima, o parque da cidade!
A tradução pode não ser um primor de literatura mas dá uma boa idéia do contexto.
(Há algumas versões no Youtube. Sugiro aquela cantada pelos Brothers Four, encontrável em
http://www.youtube.com/watch?v=mNGtxVyeOFY )

GREEN LEAVES OF SUMMER
(Paul Francis Webster / Dimitri Tiomkin)

A time to be reapin’, a time to be sowin’.
The green leaves of Summer are callin’ me home.‘'
T'was so good to be young then, in a season of plenty,
When the catfish were jumpin’ as high as the sky.
A time just for plantin’, a time just for ploughin’.
A time to be courtin’ a girl of your own.
‘T’was so good to be young then, to be close to the earth,
And to stand by your wife at the moment of birth.

A time to be reapin’, a time to be sowin’.
The green leaves of Summer are callin’ me home.
T’was so good to be young then, with the sweet smell of apples,
And the owl in the pine tree a-winkin’ his eye.
A time just for plantin’, a time just for ploughin’.
A time just for livin’, a place for to die.
‘T’was so good to be young then, to be close to the earth,
Now the green leaves of Summer are callin’ me home.

UMA TRADUÇÃO LIVRE:
FOLHAS VERDES DE VERÃO

Um tempo pra recolher, um tempo pra semear.
As folhas verdes de verão me chamam de volta pra casa.
Era tão bom ser jovem, então, um tempo de abundância,
Quando o CATFISHes saltavam alto como o céu.
Um tempo só para plantar, um tempo só para arar.
Um tempo para cortejar uma garota só sua.
Era tão bom ser jovem então, estar perto da terra,
E estar ao lado de sua esposa enquanto ela dá à luz.

Um tempo de recolher, um tempo de semear.
As folhas verdes de verão me chamam de volta pra casa.
Era tão bom ser jovem então, com o doce cheiro das maçãs,
E a coruja no pinheiro piscando seus olhos.
Um tempo só para plantar, um tempo só para arar,
Um tempo só para viver, um lugar para morrer.
Era tão bom ser jovem então, estar perto da terra,
Agora as folhas verdes de verão me chamam de volta pra casa.
Era tão bom ser jovem então, estar perto da terra,
Agora as folhas verdes de verão me chamam de volta pra casa.

(Essa canção foi tema do filme “The Alamo” - 1960)

Fonte: http://detudo.alef3.com/index.php/categoria/filmes

27 de fev. de 2009

Matou a mãe e não foi ao cinema

Em Brasilia no dia 27 de fevereiro, 19h30m, vi um trecho do "DF-Record", um jornal local da TV Record, quando foi apresentada uma reportagem de um rapaz que matou a mãe a facadas, porque ela lhe negou 50 reais para compra de mais drogas.
Fato corriqueiro, assim como foi corriqueira a conclusão da reporter cujo nome não gravei: "NINGUÉM CONSEGUE ACREDITAR QUE ELE TENHA MATADO A PRÓPRIA MÃE POR CAUSA DE 50 REAIS!!!
Duas tragédias: a primeira, a do filho que mata a mãe. A segunda, a reporter desqualificando o criminoso por causa 'do valor' que teria motivado o crime! A pergunta que fica no ar é: que valor a reporter acharia justo? 500? 5 mil? 50 mil? Se fosse um milhão, tudo bem?
O problema será o valor da "recompensa"? Ou o problema está no fato de um rapaz matar a mãe, qualquer que seja o motivo? Ou ainda, no homicídio em si, mais corriqueiro no Brasil que na faixa de Gaza?
-o-