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15 de mai. de 2009

REAÇÕES AO ATO DE REGRESSAR

(reduzido em 20.05.09)
A "Sabedoria Popular" recomenda
não retornar a um lugar onde se foi feliz. Mas "voltar" é um ato poderoso que demanda coragem e provoca medo, ou "demanda medo e provoca coragem".
Há quem condene o "recomeçar" por lembrar dos recomeços nos tempos de colégio em que a reprovação em uma matéria qualquer levava à desagradável repetência. Mas não é disso que se trata, porque os recomeços a que chegamos em certas etapas da vida, exigem tudo o que aprendemos antes... Ou seja, recomeçar não significa ter sido reprovado! Pode ser demanda da vida, pode ser a consciência que se pode fazer muito mais bem feito se aceitamos as próprias deficiências que o tempo nos ensina a reconhecer.
No seu recomeço, muitas caras novas vão estranhá-lo, vê-lo como intruso. Espere isso e tenha paciência. Outros temerão seu conhecimento (como se isso fosse defeito) e, inseguros, podem ser pedras de tropeço... há que se lhes dar a chance de aprender a ouví-lo. Haverá desdouro: "voltou porque fracassou" (a analogia com o reprovado na escola); haverá mau agouro: "voltou porque enricou e agora vem se encostar no passado".
Pessoas são organismos complicados, não totalmente compreendidos,
nem com o genoma devidamente sequenciado do lado de dentro do cérebro, nas emoções!
Mas, felizmente, a maioria lhe dá um abraço gostoso quando diz: "que bom que você voltou"!
Pronto: aprovado!
-

26 de mar. de 2009

PIZZA CANDANGA

Quando o inverno chegar – se derem certo meus humaníssimos planos – serei mais um “candango”, nome pelo o qual se designa qualquer um que viva no DF sem lá ter nascido. Os nativos de lá são brasilienses. Mas não serei totalmente um “forasteiro” lá no “quadradinho” (o DF – veja o mapa) pois habitei aquelas plagas entre 1978 e 2000.
Conheço bem a área e os costumes, desde o hábito de dar preferência aos pedestres, o que me obriga a esquecer os maus modos paulistanos nesse particular, até o serviço horroroso de bares e restaurantes, entre outros. O que costuma dar uma saudade imensa de São Paulo.
Mas isso significa que, quando o inverno chegar, cada vez que voltar a São Paulo vou me sentir um forasteiro. Vou estranhar de novo o sotaque, o jeito ítalo-paulistano de pluralizar o “chopes” e o “shortes” e singularizar os “dez real”, ou os “dois pastel”. E, claro, “cinqüenta páu”. Vou estranhar, de novo, o frio de julho e o “puta” calor de dezembro (se aos portugueses “puto” não é um palavrão mas apenas a forma de se referir a um filho, em SP é sinônimo de “bem grande, imenso, intenso”).
E, no DF, vou ter que ouvir a velha história que em Brasília já se faz uma pizza tão boa quanto a de SP. Vou (de novo) fingir que acredito e, com o tempo, alegar que não gosto de pizza... É que nunca é verdade que tem pizza boa lá!
-o-


1 de mar. de 2009

AS VERDES FOLHAS DE VERÃO

Agora é de verdade. Meu retorno a Brasilia está próximo, depois de quase 10 anos em São Paulo. Lembrei-me da canção que postei ai embaixo, porque além de reconhecer que há um tempo de voltar, a canção fala das verdes folhas de verão e a Capital Federal está entre as cidades mais verdes do Brasil (pelo menos na estação das chuvas). Na foto acima, o parque da cidade!
A tradução pode não ser um primor de literatura mas dá uma boa idéia do contexto.
(Há algumas versões no Youtube. Sugiro aquela cantada pelos Brothers Four, encontrável em
http://www.youtube.com/watch?v=mNGtxVyeOFY )

GREEN LEAVES OF SUMMER
(Paul Francis Webster / Dimitri Tiomkin)

A time to be reapin’, a time to be sowin’.
The green leaves of Summer are callin’ me home.‘'
T'was so good to be young then, in a season of plenty,
When the catfish were jumpin’ as high as the sky.
A time just for plantin’, a time just for ploughin’.
A time to be courtin’ a girl of your own.
‘T’was so good to be young then, to be close to the earth,
And to stand by your wife at the moment of birth.

A time to be reapin’, a time to be sowin’.
The green leaves of Summer are callin’ me home.
T’was so good to be young then, with the sweet smell of apples,
And the owl in the pine tree a-winkin’ his eye.
A time just for plantin’, a time just for ploughin’.
A time just for livin’, a place for to die.
‘T’was so good to be young then, to be close to the earth,
Now the green leaves of Summer are callin’ me home.

UMA TRADUÇÃO LIVRE:
FOLHAS VERDES DE VERÃO

Um tempo pra recolher, um tempo pra semear.
As folhas verdes de verão me chamam de volta pra casa.
Era tão bom ser jovem, então, um tempo de abundância,
Quando o CATFISHes saltavam alto como o céu.
Um tempo só para plantar, um tempo só para arar.
Um tempo para cortejar uma garota só sua.
Era tão bom ser jovem então, estar perto da terra,
E estar ao lado de sua esposa enquanto ela dá à luz.

Um tempo de recolher, um tempo de semear.
As folhas verdes de verão me chamam de volta pra casa.
Era tão bom ser jovem então, com o doce cheiro das maçãs,
E a coruja no pinheiro piscando seus olhos.
Um tempo só para plantar, um tempo só para arar,
Um tempo só para viver, um lugar para morrer.
Era tão bom ser jovem então, estar perto da terra,
Agora as folhas verdes de verão me chamam de volta pra casa.
Era tão bom ser jovem então, estar perto da terra,
Agora as folhas verdes de verão me chamam de volta pra casa.

(Essa canção foi tema do filme “The Alamo” - 1960)

Fonte: http://detudo.alef3.com/index.php/categoria/filmes