Mostrando postagens com marcador SP. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador SP. Mostrar todas as postagens

17 de abr. de 2009

MAIS PAULISTANÊS (IV)

- "Pau" (ou pow): o dinheiro, sem plural, sem milhar ou milhão (se ligue no contexto):
--- Um café: 2 pau (R$ 2,00)
--- Um salário: 2 pau (R$ 2 mil)

--- Um assalto: 2 pau (R$ 2 milhões);

- "MonGANguá": Mongaguá, cidade do litoral paulista
- "AS direita": indicação para se entrar à direita
- "ShortS": Short (roupa curta)

- "Farol": semáforo
- "Camarão à Baiana": camarão com molho de tomate (voce já viu na Bahia?)
- "Virado a Paulista": bem, nada mais "mineiro" que a mistura de bisteca de porco, tutu de feijão, ovo frito, arroz, linguiça e couve
- "Feijoada Carioca": a mesma feijoada que se come no Brasil todo, mas apelidada "carioca" porque - na prática - é a única forma que o paulista come feijão preto.
- "Churrasquinho"(em bares e lanchonetes): sanduiche de pão com bife
- "Mutzarela": pronuncia ítalo-paulistana da muzzarela

- "Santos": "Vou a Santos" na prática, está dizendo que vai a algum lugar no litoral paulista. Quase nunca a cidade de Santos;
- "baiano": pessoa oriunda de qualquer lugar ao norte de Minas Gerais; o equivalente ao carioquíssimo "paraíba";
- "brigadeiro": a Avenida BRIGADEIRO Luis Antonio
- "faria lima": a Avenida BRIGADEIRO Faria Lima (a da foto, onde fica o Shopping Iguatemi). Sutileza, né?
-

26 de mar. de 2009

PIZZA CANDANGA

Quando o inverno chegar – se derem certo meus humaníssimos planos – serei mais um “candango”, nome pelo o qual se designa qualquer um que viva no DF sem lá ter nascido. Os nativos de lá são brasilienses. Mas não serei totalmente um “forasteiro” lá no “quadradinho” (o DF – veja o mapa) pois habitei aquelas plagas entre 1978 e 2000.
Conheço bem a área e os costumes, desde o hábito de dar preferência aos pedestres, o que me obriga a esquecer os maus modos paulistanos nesse particular, até o serviço horroroso de bares e restaurantes, entre outros. O que costuma dar uma saudade imensa de São Paulo.
Mas isso significa que, quando o inverno chegar, cada vez que voltar a São Paulo vou me sentir um forasteiro. Vou estranhar de novo o sotaque, o jeito ítalo-paulistano de pluralizar o “chopes” e o “shortes” e singularizar os “dez real”, ou os “dois pastel”. E, claro, “cinqüenta páu”. Vou estranhar, de novo, o frio de julho e o “puta” calor de dezembro (se aos portugueses “puto” não é um palavrão mas apenas a forma de se referir a um filho, em SP é sinônimo de “bem grande, imenso, intenso”).
E, no DF, vou ter que ouvir a velha história que em Brasília já se faz uma pizza tão boa quanto a de SP. Vou (de novo) fingir que acredito e, com o tempo, alegar que não gosto de pizza... É que nunca é verdade que tem pizza boa lá!
-o-