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22 de out. de 2008

Gisele Bundchen e o EURO

Hoje, quando o euro (€) caiu para US$ 1,32, lembrei-me da Gisele Bundchen. Explico, mas, antes é preciso lembrar que, internacionalmente, a cotação do € (o euro) é “ao contrário”, isto é, mede-se quantos dólares vale um único €. (Para a maioria das moedas é o inverso, ou seja, fixa-se um dólar, ou US$ 1, e mede-se quantos reais, pesos, francos suíços, etc., vale esse único dólar. Assim, US$ 1 vale R$ 2,35; ou P$ 3,40; ou 96 ienes e assim por diante). Claro que se pode medir quantos reais vale €1; ou quantos pesos vale €1, mas “internacionalmente”é assim: €1 por “tantos dólares” (*).
Pois bem, o dólar vinha caindo frente ao euro e outras moedas. Em determinado momento, €1 valia US$ 1,20, depois 1,25, em seguida 1,30. Quando passou de US$ 1,40 (por €1), Gisele Bundchen anunciou ao mundo inteiro que seus contratos dali em diante seriam em euros. Na verdade, até acertou por um tempo, porque, no auge, meses atrás, €1 conseguia comprar US$ 1,65. Ou, um milhão de euros compravam US$ 1.650.000,00).
Mas hoje, 23.10.08, um euro compra “apenas”1,32, ou seja € 1 milhão valem “apenas” US$ 1.320.000,00... Pior é lembrar que tempos atrás €1 valia apenas 80 centavos de dólar, quer dizer, dá pra piorar.

Sabe? Fiquei pensando em fazer um acordo com La Bundchen, se ela topar: eu não tiro mais fotografias, ela não trata mais de câmbio.


(*) só para lembrar, a libra esterlina, o dólar australiano e algumas outras poucas moedas, menos importantes, são cotadas dessa forma invertida”, ou “tipo B”.
NOTA: EM 23.10.08 UM EURO COMPRAVA APENAS US$ 1,25

4 de out. de 2008

Dolar ficando caro. Por que?

Tem um artigo na Folha de São Paulo de hoje (04.10.08), da repórter Denise Godoy, que avalia porque o real , ultimamente, é a moeda que mais se desvaloriza no mundo. Ela coletou uma série de opiniões sobre o assunto, inclusive a minha que está transcrita assim:
“Na opinião do consultor Emilio Garofalo Filho, ex-diretor do Banco Central, a principal explicação para o "transtorno bipolar" que afeta o mercado está na inexperiência dos jovens operadores, que nunca passaram por uma crise e agem como "maria-vai-com-as-outras". "Pouco tempo atrás, falava-se de uma valorização exagerada e agora vemos essa queda. O comportamento ziguezague é típico de quem não analisa fundamentos", afirma.
A solução, prossegue ele, é que o Banco Central volte a agir como "xerife" do mercado, "não contrariando a tendência, porém contendo esse ímpeto emocional de cada dia". Uma das formas de fazer isso é comprar e vender moeda, e outra, especialmente indicada em situações como a atual, é repassar, aos bancos que atuam nesse segmento, linhas de crédito para o exportador.
"A taxa de câmbio mais alta compensa uma eventual diminuição das exportações; entretanto, isso só é verdade se há liquidez. De pouco adianta vender e não conseguir a antecipação dos recursos. O governo tem que agir para garantir a disponibilidade de recursos", afirma Garofalo.” (A transcrição integral está no outro blog: www.cambiosdobrasil.com.br)

A principal constatação é que eu continuo bocudo e sem paciência com o bando de janotinhas que sabia tudo, dava aula pra Deus, em Inglês e em Economês, enquanto o mar estava calmo. Na primeira onda mais forte, todo mundo corre pro colinho da mamãe, quer dizer, corre comprar dólares. Como se o Brasil tivesse piorado 30% entre o começo de agosto (dólar a R$ 1,60) até hoje (dólar acima de R$ 2,00). O tempo vai me dando paciência para a maioria das coisas, menos para suportar arrogância. Ih!!!! Isso soa arrogante??