Mostrando postagens com marcador pai. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador pai. Mostrar todas as postagens

6 de dez. de 2011

BODAS DE DIAMANTE - ATUALIZADO

Os vovôs ai da foto, ao lado da neta Carolina, completam 60 anos de casados no próximo dia 13 de dezembro. A foto foi tirada dias atrás no casamento da neta Catarina, a demonstrar como o casal está bem, bonito e elegante.
Emilio Garofalo, nascido em 1929 e Trindade Dias Garofalo, nascida em 1931, casados a 60 anos, em 1951. Vou guardar espaço para registrar aqui o que o Vô Emilio dirá na cerimônia religiosa que acontece neste sábado em Barnardino de Campos (SP).
----------------
Prensado entre uma viagem à Africa e outra à Europa, não pude ir aos festejos. Rosangela, a mana, mandou-me o "discurso" do pai e algumas fotos, entre as quais esta ai abaixo que mostra a cerimônia religiosa pelos 60 anos.
(O DISCURSO)
"Bem amigos aqui presentes. Nestes meus 82 anos de vida, apesar das atividades profissionais que exerci, nunca falei para um publico maior do que duas ou três pessoas. Sempre tive muito embaraço e dificuldades para isso. Mas hoje é realmente uma circunstância especial. Então vou tentar expressar a alegria que nos invade e toma conta de nossos corações, por alcançarmos e poder vivenciar , comemorando junto com vocês, nossos 60 anos de vida em comum , com a graça de Deus. Posso garantir que não foi fácil e simples essa temporada. Trindade, uma espanholinha um tanto brava e escondeu isso de mim durante todo o namoro, mostrou seu temperamento logo cedo e eu, descendente daqueles italianos oriundos do sul da Itália, tive que mostrar logo minhas garras, também ocultas e ai fomos nos adaptando um ao outro e conseguimos chegar aos diamantes. Formamos uma família, pequena, para os padrões de antigamente. Dois filhos e seis netos que nos trouxeram só alegria e felicidades. Garanto-lhes que pretendemos , com a graça de Deus, alcançar algumas outras jóias, representativas de mais anos, juntos. Agradecemos a Deus por nos ter permitido alcançar esta graça. Agradecemos também a presença de todos que nos honraram e prestigiaram com sua presença esta data. Estamos orgulhosos e felizes à beça."

15 de set. de 2009

Aniversário do Vô Emilio

Emilio Garofalo, que não sou eu, completa 80 anos hoje, lá em Bernardino de Campos(SP). O nome, "bem parecido", se explica: é meu pai e chega aos 80 com jeito de quem tá com lenha pra queimar nos próximos 80. A mãe, Trindade, chegou aos 78 em julho, com alguns resmungos, mas boa saúde. Felicidades mãe e pai. Deus continue a abençoá-los.
A estação de trem ai do lado, da mesma Bernardino de Campos, já foi um importante entrocamento da Sorocabana com ramais para Santa Cruz do Rio Pardo e Piraju (todos em SP). Ali trabalhou, até se aposentar, Caetano Garofalo, meu avô, pai de meu pai. Vô Caetano também era filho de outro EMILIO GAROFALO, nascido na Italia (como meu avô).
Não posso nem acusar meu pai de falta de originalidade por ter replicado seu nome em mim, porque acabei fazendo o mesmo com meu primogênito. O Emilio Neto!

9 de ago. de 2009

Os Pais e as Amazonas

Na maioria das espécies animais o papel do pai limita-se ao de fornecedor do elemento biológico (químico? bioquímico? Cada dia mais confuso!) que fecunda um óvulo e dá origem a um novo ser vivo. Aliás, desde que aperfeiçoaram a inseminação artificial, touros de alta qualidade genética têm sido valorizados na pecuária – como fornecedores de sêmen – garantindo a prenhez de inúmeras vacas. Imagino que o mesmo se dê com certos carneiros, porcos e bodes, entre outros animais nascidos para a mesa.
O ser humano parecia diferenciar-se dos outros bichos, entre outras coisas (como os senados e as travessuras financeiras) por dar uma certa relevância ao pai, principalmente nos cinco ou seis mil anos que antecederam este século XXI, certamente à custa de algum trabalho na defesa da família ou como provedor de alimentos, casa e renda.

Com a mulheres ganhando (por competência e astúcia) o mercado de trabalho; com os bancos de sêmen dispensando a presença física de um homem na concepção; com o fim das guerras "corpo a corpo", "homem a homem", que exigiam uma força física tradicionalmente maior do homem que da mulher (e mais uma centena de coisas que seria monótono citar) a velha lenda das Amazonas, uma sociedade só de mulheres, que mantinha alguns machos exclusivamente para reprodução, começa a ganhar contorno de profecia. Essa lenda veio da Grécia antiga e, ao que se diz, foi a razão do batismo de nosso maior rio em 1540, quando o espanhol Francisco Orellana, ali navegando, avistou uma tribo de índios cabeludos que confundiu com as senhoras guerreiras da lenda.

Bem, enquanto essa previsão não é levada às últimas conseqüências (e talvez ainda requeira uns séculos), o que mantém viva a figura paterna – para todos que se livraram de dependências outras – é o bom e velho Amor. E o tal “dia dos pais”, que nunca teve grande relevância na ordem das "coisas" homenageadas em datas específicas, creio, agora, que precisa ser preservado, mesmo que seja um dia em “memória dos pais”.


OPS: é só uma meditação macambúzia, impessoal, porque amo (com reciprocidade) meus filhos, meu pai, meus avôs que tive a graça de conhecer e conviver por mais de 20 anos.

[] [] [] []