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22 de set. de 2009

ESTAÇÃO DAS CORES (SUL E NORTE)

A partir de hoje começa um tempo de colorir o mundo: ao sul, as cores da Primavera; ao norte, as cores do Outono. Penso nesse tempo, entre 22 de setembro e 22 de dezembro, como a melhor época de cada ano, em qualquer dos hemisférios. Repito que prefiro os Outonos do Hemisfério Norte e as Primaveras do Hemisfério Sul. Em março, se invertem, mas longe da graça desta época do ano.

O tal El Niño deve mudar características climáticas dessas estações. Os dias frios devem demorar um pouco mais para chegar no Hemisfério Norte ("foram adiados", na linguagem sucinta e bela da imprensa portuguesa) enquanto, cá embaixo, chove mais e faz mais calor do que seria esperado para essa época.

Da Primavera espero, além do espetáculo das cores, a profusão de perfumes que ela oferece. Vale visitar Garanhuns, a cidade das flores de Pernambuco, ou Ivoti, sua congênere gaúcha; Joinvile (SC) é florida, como é Holambra (SP), nascida da união e da paixão de holandeses e brasileiros por flores. Mercados e praças em todo Brasil receberão, da Primavera, as flores, as cores e os perfumes.

Do Outono espero seu natural encanto. Quem puder (e quiser), vá ver de perto as paisagens européias ou, mesmo, um modesto passeio no Central Park em Nova Iorque, a pé ou, se tiver a companhia certa, numa carruagem puxada por cavalos brancos.

No mínimo, reveja "Outono em Nova Iorque" (dvd) e preste atenção nos encontros de Wynona Rider e Richard Gere no Central Park, nas cores e no encantamento. Pense se você também não cairia de amores, como caem as folhas depois de se enfeitarem com as cores do Outono.

EQUINÓCIO, HOJE, 18h 18min

Você pode até achar que eu to meio alucinado com a idéia, mas a verdade é que eu redescobri (para mim mesmo) o fato de o Brasil estar também no Hemisfério Norte. Claro que já sabia, ou soubera, mas deixara a informação guardada num daqueles arquivos de “outros assuntos” que às vezes a gente passa a vida sem reabrir. Pois bem, a capital do Estado do Amapá, Macapá, comemorará a chegada da primavera (hemisfério Sul) e do Outono (hemisfério Norte), hoje às 18h18 (hora de Brasília), porque é a única capital do Brasil cortada pela linha do Equador. Assim parte da cidade está no hemisfério Norte e a outra no Sul, bem como Estado do Amapá.

Muitos acorrerão ao monumento Marco Zero, um complexo turístico único no Brasil, onde está a linha do Equador, para “ver o Equinócio” o momento em que o sol distribui por igual sua energia entre o norte e o sul. A passagem do Sol pela linha do Equador. Quando se inícia o Verão no Hemisfério Sul o Sol está em cima do Trópico de Capricórnio (passa em cima da cidade de São Paulo), que corresponde a latitude de 23 graus e 27 minutos Sul; e quando é Inverno ele está no Trópico de Câncer, que corresponde a latitude de 23 graus e 27 minutos Norte. Nesse trajeto ele cruza a linha do Equador, de latitude Zero, nos meses de março e setembro. É o que irá acontecer hoje, às 18 horas e 18 minutos (Equinócio é uma palavra que vem do latim e significa "dia igual a noite". É quando a noite e o dia tem o mesmo comprimento de tempo).

Lá no tal Marco Zero existe o tal relógio de Sol, de 30 metros de altura (veja as fotos), que, bem no alto, tem uma abertura circular por onde passa a luz do Sol e somente no dia do Equinócio, pela passagem do Sol na linha do Equador geográfico pode se ver esse efeito da natureza acontecer. Os que estiverem no local serão privilegiados com essa visão do fenômeno. Imagine se eu não estou com uma vontade imensa de estar lá...

13 de set. de 2009

APRENDENDO SOBRE PRIMAVERA

Dia 23 de setembro vamos mudar de estação: na maior parte do Brasil começa a Primavera, mas em um pedaço menor (do Brasil), situado no hemisfério norte, começa o Outono. O que separa os hemisférios norte e sul é a linha do Equador, lembra-se? E a linha do equador corta o Brasil, no Amapá e Macapá, a capital do estado, foi a cidade escolhida pelo Destino para receber esse toque especial da Natureza. Lá existe um complexo turístico-cultural, onde se construiu um Marco Zero, um obelisco de 30 metros de altura que tem uma abertura no alto.: nos equinócios (março e setembro), ao entrar a luz do Sol, projeta um facho de luz que cai exatamente sobre a linha do equador. Show, né?

EQUINÓCIO Claro, também precisei revisar Geografia para lembrar isso tudo. Ser pai da Catarina não transfere os conhecimentos dela pra mim (infelizmente, porque ela é uma geógrafa “sabida”!) Inclusive, para lembrar o que é o tal “equinócio”. E é bonito! Vê só: equinócio é o momento em que os dois hemisférios (norte e sul) recebem luz e calor de maneira igual, que se inicia nos dias 21 de março e 23 de setembro. Por isso que ocorre o zênite em Macapá. A principal característica desses dias é que as noites e os dias possuem o mesmo tempo de duração (12 horas) e essas datas determinam o começo do outono e da primavera. Mas porque mudam as estações do ano? Ora, porque ao longo do ano se modifica a posição da Terra em relação ao Sol, dado o fato que ambos os astros têm seus movimentos (não são estáticos). Mudam as estações do ano No caso das estações por causa do movimento pelo qual o eixo de rotação da Terra se inclina em relação ao Sol. Explicandinho:

TRANSLAÇÃO Translação é movimento da Terra quando planeta executa um deslocamento em torno do Sol de forma elíptica. De acordo com os cálculos de quem entende, o tempo para concluir o movimento de Translação é de 365 dias e seis horas, que equivale a um ano. Lembrou agora? É, né? E as horas restantes (seis por ano) são acumuladas ao longo de quatro anos para totalizar um dia (seis horas X quatro anos = 24 horas ou um dia).
Quando isso ocorrem temos o ano bissexto, aumentando um dia em fevereiro (Só pra lembrar, outro movimento da Terra é a Rotação: ao girar em torno de seu eixo, a cada 24 horas, forma um dia, né?). (Clique na gravura ao lado para ampliar)

PRIMAVERA
No hemisfério em que vivemos, o sul, é chamado de “Primavera Austral” o período que inicia em 23 de Setembro e termina em 21 de Dezembro. No hemisfério norte, a mesma estação é denominada “Primavera Boreal”, mas se inicia em 20 de Março e termina em 21 de Junho. Obviamente, ao revés, o Outono inicia em 23 de setembro no hemisfério norte e em 20 de março no hemisfério sul.

TEMPO LOUCO
No Brasil, a chegada da primavera, tradicionalmente, causa mudança no regime de chuvas e nas temperaturas. Na maioria das regiões deveriam começar a aparecer as primeiras pancadas de chuva, resultado do aumento de calor e umidade característicos da estação. No entanto, a gente tem bagunçado o planetinha com tanto capricho que neste
ano as chuvas já se anteciparam e causaram estragos. Em São Paulo, em um único dia (8 de setembro) choveu toda a água que se esperava para um mês. No DF, a seca, que normalmente se estende até o início da Primavera, acabou em 25 de agosto quando recomeçou a chover e com intensidade. No Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, os estragos têm equivalido às chuvas de verão (que só deveriam começar em dezembro).
Nem por isso devemos deixar de lado a beleza e a poesia da Primavera.
Curta a nova estação.

9 de set. de 2009

1o.aniversário do Blog: OUTONO

O primeiro "post" neste blog aconteceu em 08 de setembro do ano passado. E o tema era exatamente o outono que estava por chegar no hemisfério norte, assim como o blogueiro sabe estar no outono da sua existência. Uma linda estação!
Peço licença para reproduzir aquele primeiro texto sobre "o outono da vida", agregando a foto abaixo, tirada no Arcos de Valdevez, Portugal e postada no blog "atuleirus.weblog.com.pt":

"Prefiro ver e sentir o Outono ao norte do equador.
Lá como cá, as folhas caem no Outono, pois conhecem o tempo e as estações e “sabem” que sua hora chegou e devem deixar a vida para que outras folhas ocupem seu lugar. Mas, não se entristecem por isso; ao contrário, engalanam-se, explodem numa profusão de cores que só nesse tempo se vê. Cores inimagináveis ao sul do Equador.
Quando o Outono chega no norte é Primavera aqui (E a Primavera ao sul é mais bonita que a Primavera do norte). Mas, sul ou norte, as folhas caem no Outono. O vento e a chuva, elementos do tempo e do tempo ajudam nessa queda. Porém, lá no norte, quando o espectro de cores se completa, o vento em reverência, antes de derrubá-las de vez, faz com que bailem coloridas no ar, se misturem no céu, como um festival de bandeiras em feriado nacional (licença, Orestes Barbosa, Silvio Caldas). E a chuva as faz brilhar, mesmo no chão, antes que se conclua sua “saída de cena” e se inicie o processo de transformação em alimento para a própria flora.
Quando chega o Outono de nossa vida, acompanha-o a angustiante questão sobre como “sair de cena”, uma verdadeira “não opção” já decidida ao nascer. Como fazê-lo? Com discrição, como as folhas fazem ao sul, à espera de ressurreição na primavera? Ou revestir a alma do turbilhão de alegria que as folhas do norte escolhem sempre, mesmo sabendo que não voltarão e que novas folhas surgirão nos galhos de onde saíram?
Fico pensando que essas folhas que se colorem com o anúncio de seu fim, que festejam o seu próprio fim, acreditam em vida eterna. "
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