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18 de fev. de 2009

CELULARIZANDO

Toca o celular:
- Você tá podendo falar? " Sim, pode falar"
-
Tem certeza que eu não incomodo? - "Não, não. Tranquilo, estou no escritório"
- Ih! No escritório? Mas tem certeza que não vou atrapalhar alguma reunião, algum contacto? Não fica ruim para você atender ai e tratar de um assunto particular?

-"NÃO, Não ATRAPALHA...POR FAVOR, FALE!"
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Olha, tudo que eu não quero é incomodar...sei como é chato......blá, blá blá.

-"QUERIDO, PRESTENÇÃO: SE VOCE, AO INVÉS DE FICAR COM TANTO CUIDADO, TIVESSE DADO O RECADO, CERTAMENTE JÁ ESTARÍAMOS NOS DESPEDINDO. ALIÁS, AGORA TENHO QUE IR MESMO QUE ESTOU SENDO CHAMADO".
-
Ah! sim, claro! Me perdoe... eu detesto chamar no celular e (mais) blá, blá, blá...

O uso intensivo do telefone celular no Brasil tem pouco mais de 18 anos, o que nos torna, ainda, "aprendizes de uso" desse aparelhinho infernal. Com o tempo aprenderemos a evitar seu uso em determinadas situações e locais como casamentos, igrejas, velórios, teatros, cinema e assim por diante. Enquanto isso não acontece é importante aprender algumas regrinhas para as ocasiões em que uma pessoa nos atende, até para evitar situações chatas como essa que descrevemos. Há pessoas que nos chamam e nos deixam loucos, como no exemplo acima, mas tem o tipo contrário, aquele que se atendemos, por deferência, cuidado ou carinho - mesmo em condições desfavoráveis - dispara a falar sem sequer nos dar tempo de dizer algo do tipo "agora não dá, mas volto a ligar em seguida". Depois de 3 minutos,
quando interrompidas até com certa rispidez (infelizmente necessária, em certos casos), ai sim se dão conta que deveriam ter perguntado antes se podíamos conversar ou não.
Quem conhece a mim e à minha decantada incompetência para manter uma conversação ao telefone (que considero um equipamento necessário, mas para recados curtos) deve estar atribuindo à essa minha idiossincrasia os comentários acima. Mas tenho certeza que você conhece (E PROVAVELMENTE AMA) pelo menos um de cada dos dois tipos mencionados.
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