"Somos prisioneiros da vida e temos que suportá-la até que o último viaduto nos invada pela boca adentro e viaje eternamente em nossos corpos." Raul Seixas.Hoje, 21 de agosto, 20o.aniversário de sua morte, Raul Seixas continua provocando em cada um de nós essa metamorfose constante e ambulante em relação a gostar dele. Mas seus fãs crescem a cada dia, fenômeno similar (mutatis mutandis) a Carlos Gardel que, segundo os argentinos, está melhor a cada dia (apesar de ter morrido há décadas).
Pensava há pouco nas "semelhanças" entre Seixas e Gardel:
- ambos são cada dia mais valorizados, na medida em passam os anos desde suas mortes;
- ambos estavam muito a frente de seus tempos e tiveram, por diferentes razões, mortes prematuras;
- Gardel não era argentino, apesar de ser ídolo dos argentinos (Uruguai e França "reclamam"ser seu berço); Raul, ídolo brasileiro, pelo jeito, nem deste planeta era. Mais que brasileiro ou terráqueo era universal;
- O principal parceiro de Gardel era o brasileiro Lepera, um mago das letras de tango; o principal parceiro de Raul era o brasileiro Paulo Coelho, um mago.
Mas, ora direis, Gardel, diferente do roqueiro Raul, cantava tangos. Pois não é que o Diário de Noticias de Portugal, publicou hoje a seguinte nota: "O Brasil prepara-se para as cerimónias dos 20 anos da morte do "maluco beleza" Raul Seixas, o músico de Há Dez Mil Anos Atrás e O Dia Em Que a Terra Parou, e entre as estrelas que o vão homenagear há uma portuguesa. Fã de Raul, a cantora e médica portuguesa Carina Freitas participará na tradicional passeata que vai do Teatro Municipal à Praça da Sé, em São Paulo. Ali será montado um palco, onde interpretará um tango Canto Para a Minha Morte (da autoria de Raul Seixas e Paulo Coelho)." Percebes? Uma cantante portuguesa, canta em homenagem a Raul, um TANGO, de autoria dele mesmo: Raul Seixas. É... iluminação e carisma são universais. Estão acima de nós, mortais comuns e não param de nos surpreender nunca...
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